Aumento vai afetar consumidores: Pezão quer ICMS maior para luz e cerveja

Produtos e serviços serão sobretaxados para governo aumentar a arrecadação


11/12/2015   10h34   Foto: Divulgação conta_energia_mUma notícia nada agradável para o consumidor do estado do Rio. Logo no início de 2016, haverá mais aumentos. Os setores de energia elétrica, bebida e fumo serão os que terão maior impacto com o aumento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que o governo vai promover para aumentar a arrecadação e diminuir o impacto da crise financeira nos cofres do estado. Segundo o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), o aumento nestas áreas será uma “pancada”. As contas de luz também vão ficar mais caras para os clientes. Segundo Picciani, o governo estuda ampliar a isenção da cobrança do ICMS nas faturas de 50 Watts para 80W ou 100W. Não haverá isenção de aumento de ICMS para os demais setores. De acordo com ele,  as demais correções de alíquotas serão pelo fundo da pobreza, de 1%. O Estado do Rio vai instituir uma taxa de controle, monitoramento e fiscalização ambiental das atividades de geração, transmissão e ou distribuição de Energia Elétrica oriundas das termelétricas, hidrelétricas e usinas nucleares. A cobrança será instituída pelo Projeto de Lei 1.230/15, deve ser votado nos próximos dias. É mais uma medida para aumentar a arrecadação, além da que foi aprovada ontem pela Alerj, que criou a taxa de uma UFIR-RJ (R$ 2,71) sobre cada barril de petróleo extraído, o que pode gerar uma receita de aproximadamente R$ 1,8 bilhão por ano para o estado. Juntos, os projetos do setor de petróleo e de energia elétrica vão somar R$ 2,2 bilhões de receitas adicionais já a partir de 2016. MUDANÇA EM PENSÃO Em outra frente de redução de despesas, o Estado do Rio avalia a possibilidade de reenviar à Alerj nos próximos dias o projeto de lei propondo mudanças na concessão de pensão por morte. Atualmente, os gastos com aposentadorias e pensões somam R$ 16 bilhões e com o pessoal da ativa, R$ 23 bilhões. Jorge Picciani defende que o governador Luiz Fernando Pezão reenvie, ainda este ano, o texto que foi retirado em setembro pelo próprio Executivo. Assim, as novas regras poderiam ser aplicadas o quanto antes para os futuros beneficiados.

Nas alterações propostas inicialmente, o pagamento para as jovens viúvas seria restrito por apenas três anos, em caso de cônjuge com idade de 22 anos. O benefício seria vitalício somente para quem ficasse viúvo a partir dos 44 anos. As idades seriam atualizadas de acordo com a Tábua de Mortalidade do IBGE.

O presidente da Alerj citou ainda que não só o Estado do Rio precisa mudar as regras da Previdência, como também o governo federal. “É fundamental alterar. O Brasil precisa enfrentar isso e os estados também. O Pezão tem que enfrentar. O Pezão fez uma tentativa e recuou porque teve pressão. Mas ele tem que retomar. Nós estamos cobrando dele. Eu e o deputado Luiz Paulo (PSDB) alertamos que ele tem que enfrentar isso ainda esse ano. Porque talvez depois não tenha força política para fazer. Na hora que atrasar pagamento vai ser mais difícil, disse. Mais controle nos gastos A Secretaria Estadual da Casa Civil constituiu a Comissão Interna de Conservação de Insumos de Energia, Água, e Telefonia (Cincoserv), que será responsável pela elaboração, implantação e acompanhamento de medidas de conservação dos insumos de energia, água e telefonia. Caberá à comissão dimensionar a redução dos gastos, assim como elaborar um programa com meta e justificativas de consumo. Todos os relatórios serão submetidos à Secretaria Estadual de Planejamento. As informações são do jornal O Dia. (Leia mais abaixo)



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