Buscando a integralidade e o envolvimento na discussão da temática das mulheres que se encontram infectadas e afetadas pelo vírus, a Articulação de Mulheres Vivendo com HIV/Aids no Estado do Rio de Janeiro (Amerj) realizou o l Encontro de Mulheres Vivendo com HIV/Aids da Região Norte Fluminense. O encontro aconteceu nesta terça-feira (17), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, na Faculdade de Medicina de Campos.
Além de Campos, o município de Casimiro de Abreu também participou do evento. De acordo com o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, o objetivo é fortalecer a prática do ativismo e da participação nos espaços de controle social das políticas públicas locais, com vistas à redução da equidade de gênero, à ampliação e à melhoria do acesso de mulheres vivendo com HIV/Aids a serviços de prevenção, tratamento, assistência, atenção e apoio nos serviços de atendimento à mulher.
Temas como o diagnóstico local, violência, gênero e direitos humanos foram abordados. Houve uma roda de conversa, palestra sobre prevenção positiva, falando sobre qualidade de vida, diferença entre HIV, Aids, doença oportunista e outras DSTs e corresponsabilidade.
A programação incluiu ainda, oficina de sexo seguro, com demonstração do uso de preservativo feminino, palestra sobre direitos humanos e direitos sociais, além de apresentação dos direitos fundamentais da pessoa portadora do vírus HIV.
- A Prefeitura garante assistência a cerca de 3 mil portadores de HIV, cadastrados no Programa DST/Aids/hepatites virais. Oferecemos ainda, a vacina quadrivalente contra o vírus do Papiloma Humano (HPV) gratuitamente às meninas e mulheres HIV positivas, na faixa etária de 9 a 26 anos, conforme a bula brasileira da vacina – disse Doutor Chicão.
Parceria - Além disso, a Prefeitura tem parceria com a Associação Irmãos da Solidariedade. Até julho deste ano, a Prefeitura repassou à instituição R$ 84 mil de recursos federais e R$ 215.040,00 de recursos municipais. A Prefeitura aumentou a verba municipal repassada à Associação, passando de R$ 28.800 mil para R$ 61.600 mil/mês, mesmo a entidade atendendo portadores do vírus HIV de outros municípios da região e não apenas de Campos.