Hugo se compromete a lutar pela ferrovia até o Açu

Deputado federal concedeu entrevista ao jornalista Fabiano Venancio e falou sobre temas importantes para Campos e região


  • 17/09/2022, 08h07, Foto: Campos 24 Horas.

O deputado federal Hugo Leal (PSD) já é um parlamentar de longa trajetória na política do Rio. Já foi deputado estadual e federal por seguidos mandatos, presidente do Detran-RJ, ocupou secretarias estaduais e outros cargos importantes nos governos do casal Garotinho, mas não é carioca, nem fluminense. Mineiro, da pequena cidade de Ouro Fino, de onde saiu aos 14 anos, ainda assim guarda um certo sotaque do interior das Minas Gerais, o que explica sua atuação mais identificada com o interior. São quase R$ 40 milhões em emendas para Campos e região. Em entrevista ao programa Radar 24 Horas, apresentado pelo jornalista Fabiano Venancio nas plataformas digitais do site Campos 24 Horas, Hugo falou sobre a Lei Seca, que o tornou mais conhecido, e assumiu mais dois compromissos prioritários com a região, caso consiga se reeleger: a duplicação da BR 101, as obras do contorno de Campos e a ferrovia F-118, ligando Vitória ao Porto do Açu, uma obra estimada em R$ 4 bilhões. A entrevista é dentro da série que o Campos 24 Horas faz na cobertura das eleições 2022.  Leia a entrevista completa abaixo

FERROVIA - “O meu empenho máximo pela região neste mandato é trabalhar para fazer acontecer a Ferrovia F-118, que iria de Vitória até Queimados, na Baixada Fluminense, interligando o a região ao porto de Itaguaí, mas agora a prioridade é o trecho mais importante, interligando Vitória, passando pelo porto de Ubu, em Anchieta, até o Açu, que vai transformá-lo num forte polo de exportação de minério, milho e soja. Vamos fazer do Açu um polo de exportação de grãos. Aí ninguém mais vai segurar o Porto do Açu. Porque o porto de Vitória não tem como se expandir. Já o Açu tem capacidade de expansão”, explicou. (Leia mais abaixo)

VERGONHA - Quanto à conclusão da duplicação da BR 101 e as obras do contorno na área urbana de Campos, Hugo Leal considera que a paralisação das obras é uma “vergonha” que precisa ter um fim. “É uma vergonha que ainda não tenhamos a conclusão dessas obras. Isso precisa ter um fim. Vou ficar quatro anos batendo nisso, podem me cobrar”, comprometeu-se o deputado, que conta com o apoio do presidente da Federação das Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL), Marcelo Mérida, entre outras lideranças.

RAÍZES NO INTERIOR - A forte atuação do parlamentar concentrada no interior é atribuída por Hugo às suas raízes interioranas em Minas Gerais. Formado em direito e economia, Hugo Leal saiu do estado natal, aos 16 anos, para estudar no Rio de Janeiro, onde começou suas atividades políticas no movimento estudantil. 

 “Às vezes me perguntam porque tenho esse interesse pelo interior, mas isso se deve às minhas origens. Vim para o Rio estudar, sou do interior mineiro, ainda tenho sotaque de Minas, mas embora tenha saído de lá com apenas 16 anos, sou produto do meio rural, desde meu bisavô, meu avô e meu pai. Então eu vivi os problemas de quem enfrenta as dificuldades do meio rural e tenho uma opinião em relação a Campos. Embora a Coagro seja uma referência, acho que pela extensão territorial há espaço para a diversificação, com o plantio de soja, a fruticultura o gado de corte, que é também forte aqui”, sugeriu o deputado.    

INTERIOR FORTE - O fato de não possuir domicílio eleitoral em Campos não lhe faz ausente do município e região. Para Hugo, o Rio precisa ser entendido em seu todo, não apenas pela capital.  “Não sou aquele deputado Copa do Mundo que só aparece a cada quatro anos. Minha atuação é de Campeonato Brasileiro, onde toda semana tem jogo, trabalho e entrega. Faço minha prestação de contas, venho com frequência aqui e meu gabinete sempre está de portas abertas. Sei das necessidades do município e da região. O interior precisa voltar a ser forte porque Rio não é como a novela do Manoel Carlos, que mostra só o Leblon. O Estado tem que ser entendido sua totalidade. Conheço os 92 municípios, desde Itatiaia onde há frio quase todo ano, até Campos ou Varre Sai, que tem características completamente diferentes. Em Campos, temos o nosso prefeito Wladimir Garotinho, que conheço nos dois anos que convivemos no Parlamento, e assim fica até mais fácil enviar as emendas porque conheço melhor as prioridades”, comentou ainda.

MAL DO PETRÓLEO - O deputado destacou que o Estado do Rio precisa criar políticas para se tornar independentes dos royalties do petróleo. “Mal do petróleo é que dinheiro dos royalties ilude. O que acontece agora com Maricá, Niterói e Saquarema já aconteceu com Campos. O petróleo dá a impressão de que vamos viver nababescamente por muito tempo, mas não é bem assim, ficou provado. Daí que precisamos com estes recursos financiar a agricultura. Não temos grandes propriedades de terra, nossa vocação é pela agricultura familiar que é até mais fácil financiar. Nosso estado é o segundo maior consumidor do País, mas é o 25º em produção agrícola. Aqui é uma planície dá pra fazer melhor”, propôs. (Leia mais abaixo)

CAMINHOS DO AÇÚCAR - O turismo histórico rural é uma das fontes de economia ainda inexploradas, na visão de Hugo Leal. “Fui procurado no ano passado por técnicos que desenharam o projeto denominado “Caminhos do Açúcar”, um consórcio de turismo da rota do açúcar, que inclui fazendas antigas de Quissamã e outros municípios, as casas onde viviam os escravos e outras. Precisamos trabalhar isso, atrair um público específico para um turismo bem direcionado. O Rio de Janeiro é um estado muito rico nesta área, para a qual já destinei emendas de R$ 1,5 milhão”.  

Hugo Leal traz como exemplos cases de sucesso no outro extremo do Estado, exatamente no Sul Fluminense, onde o projeto Rota do Café tem proporcionado receitas aos municípios.  “O café e o açúcar foram os dois produtos de exportação nacional, contribuindo decisivamente para o PIB brasileiro. Nesses prédios históricos, nestes casarios era por onde se fazia girar esta produção. É um patrimônio histórico que muita gente não tem mínima noção de sua importância porque não tem sido devidamente trabalhado.  Na Rota do Café, em Vassouras, Valença e Rio das Fores há fazendas preservadas que fazem aquilo ali um turismo histórico interessante e rentável. Não vamos entender nosso futuro sem conhecer o passado”, ressaltou.

PROJETO DA LEI SECA – Por fim, Hugo Leal falou sobre sua atuação como relator do projeto que instituiu a Lei Seca nas rodovias brasileiras. “Logo que assumi o primeiro mandato, em 2007, fui designado relator de uma emenda que transformo num projeto lei de conversão onde introduzo o que virou o cerne da Lei Seca, proibindo a vendas bebidas alcoólicas em rodovias. Foi uma lei que nasceu naquele momento de aflição em ver o que vinha acontecendo com acidentes trânsito. Inclusive recentemente, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma votação de uma ação em 2009 da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) que arguia inconstitucionalidade da lei. Mas o STF votou contra e a favor da Lei Seca. Do contrário seria um escândalo, os números comprovam, se você analisar as quedas de acidentes, mortes ou internações em hospitais” . (Veja vídeo da entrevista abaixo)



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