Homem é preso por socar barriga de companheira grávida

Investigado por violência doméstica, Bruno da Silva Costa tentou fugir pela janela durante cumprimento de mandado na Ilha do Governador


  • 08/10/2026, 17h53, Foto: Divulgação .

Campos 24 Horas - Um homem investigado por agredir a companheira foi preso nesta quarta-feira (7), na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Segundo a Polícia Civil, Bruno da Silva Costa teria desferido socos na barriga, no peito e no rosto da mulher, que estava grávida de aproximadamente quatro meses. Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, ele ainda tentou fugir pela janela do imóvel, no Cacuia, mas foi contido pelos agentes da 37ª DP (Ilha do Governador).

A equipe policial foi até a residência por volta das 7h para cumprir a ordem judicial. Como o portão estava trancado e ninguém respondeu às tentativas de contato feitas pelo interfone e verbalmente, os investigadores precisaram romper o acesso para entrar no imóvel. Os agentes localizaram Bruno no quarto. Ao perceber a presença dos policiais, ele teria se dirigido em direção a uma janela, aparentemente na tentativa de escapar, mas foi alcançado e detido. O suspeito foi levado para a 37ª DP, onde foram realizados os procedimentos relacionados ao cumprimento do mandado, e permaneceu à disposição da Justiça.

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A investigação apura uma agressão ocorrida em 4 de setembro, no mesmo endereço. Conforme o relato da vítima, ela passou mal devido à gestação e pediu ao companheiro que a levasse a um salão. Diante da recusa, a mulher teria começado a sair da residência, quando Bruno a interceptou e iniciou as agressões.

Segundo o depoimento, o primeiro golpe foi um soco na barriga. Em seguida, o investigado teria atingido o peito da companheira. A mulher afirmou que gritou e pediu para que ele não a atingisse na região abdominal por causa da gravidez. Ainda de acordo com o relato, Bruno a empurrou duas vezes contra a parede. Após as agressões, o homem teria deixado o imóvel. Antes de sair, conforme a vítima, ele afirmou: “Vai lá, chama a polícia, não vai dar em nada”. A mulher recebeu atendimento no Hospital Municipal Evandro Freire e, posteriormente, foi encaminhada ao Hospital Municipal Paulino Werneck para uma avaliação relacionada à gestação.

Durante a apuração, a Polícia Civil identificou ainda registros anteriores envolvendo Bruno. Em 2018, ele foi alvo de um procedimento na 37ª DP por lesão corporal no contexto de violência doméstica. No ano seguinte, voltou a figurar em outro procedimento da mesma delegacia, também relacionado a lesão corporal, com aplicação da Lei Maria da Penha.

A vítima também relatou à polícia a existência de episódios anteriores de violência. Ela e Bruno mantiveram um relacionamento por cerca de três anos, chegaram a se separar e posteriormente reataram. Após o novo episódio, o investigado foi indiciado e a Justiça determinou sua prisão preventiva.     O delegado Felipe Santoro, titular da 37ª DP, ressaltou a importância de registrar casos de violência contra a mulher para que as autoridades possam investigar e responsabilizar os envolvidos.

“É fundamental que toda e qualquer forma de violência contra a mulher seja registrada, seja ela física, verbal ou psicológica. A denúncia permite que a Polícia Civil atue de forma rápida, investigue os fatos e responsabilize o agressor, impedindo que essas condutas se repitam e evoluam para situações ainda mais graves”, afirmou.

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Santoro destacou ainda que a violência pode começar com ameaças, humilhações, controle ou agressões verbais e evoluir para episódios mais graves. Segundo ele, a 37ª DP dispõe de uma sala de acolhimento preparada para atender mulheres vítimas de violência de forma reservada e humanizada.

“A orientação é muito clara: nenhuma mulher deve normalizar qualquer forma de violência. Procure ajuda, registre a ocorrência e permita que a Polícia Civil possa atuar para interromper esse ciclo e responsabilizar quem pratica esse tipo de crime”, pontuou o delegado.



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