08/03/2016 Atualizado às 18h21 | Foto: Gerson Gomes

A última vez que Ernst Smaal, 59 anos, viu Juan Carlos Smaal, o irmão caçula tinha cerca de 12 anos de idade. O menino foi o único dos seis filhos do engenheiro holandês Hendrick Richardus Guillet Smaal a ficar com o pai em Campos, onde Hendrick, na metade da década de 70, veio atuar na então Usina de Outeiro. Viúvo, o engenheiro casou-se novamente com a campista Rosane Barbosa Smaal, e, desde 1978, Ernest, que, atualmente, mora em Curitiba (PR), não viu mais o pai e o irmão.
Mas, em 35 anos, a busca de Ernst tem sido incansável por notícias dos parentes: redes sociais, sites de busca e visita a municípios, como Macaé, a cada indício da família que ficou em Campos. Aposentado e pai de três filhos, Ernst tem a esperança de reencontrar Hendrick, que estaria com 93 anos, e Juan, 47 anos.
—O que mais quero é reunir novamente nossa família. Eu e meus quatro irmãos fomos mantendo contato ao longo dos anos. O único que não tivemos mais notícia ou qualquer contato foi com o Juan.
Antes de virmos para Campos com nosso pai, morávamos em Campinas e, para lá, eu voltei. Eu me casei e comigo foi morar um de nossos irmãos, mas o Juan ficou em Campos com meu pai, a nossa madrasta Rosane, e os filhos dela, a Carina e o Jivago, contou Ernst.
Na busca pela família, Ernst já conseguiu descobrir que a madrasta, que antes de casar com seu pai trabalhava como assistente social, passou em um concurso público em Macaé em 2012. Dotado dessa informação, o aposentado esteve no município e lá conseguiu os contatos fornecidos por ela. No entanto, nos endereços indicados, ela não foi encontrada e, pelo número de telefone, ele nunca conseguiu contato.
Uma outra pista levou Ernst à antiga clínica da filha de Rosane. Carine teria fechado o consultório de odontologia em Macaé e ido morar nos Estados Unidos como informou uma funcionária do prédio em que funcionava o consultório.
—Pelas descrições passadas pela porteira, a Rosane ia ao local e o irmão da Carine, o Jivago, também. Sobre meu pai e meu irmão Juan não há indícios de que tivessem ido lá. Não sabemos se eles permanecem em Campos, se meu pai ainda está vivo e como está o Juan. O que mais queremos é ter essas informações e revê-los. Temos muita esperança que isso vai acontecer.
O Juan nasceu no Peru, na Clínica San Felipe, e foi registrado no
Consejo municipal de Jesus Maria na cidade de Lima. O último endereço dele de que Ernst teve conhecimento foi no Centro de Campos, na Rua João Pessoa, 162, apartamento 301. “Este endereço, eu descobri ser de uma clínica dentária. A filha da minha madrasta é dentista, acredito que deve ter trabalhado neste local”.
— Meu pai, se estiver vivo, está com 93 anos. O último endereço conhecido dele seria a Rua K, 117, Quadra 06 no Distrito Industrial, em Cuiabá, em Mato Grosso. Lá, ele teria deixado de trabalhar há mais de 20 anos na empresa identificada como NG Comércio e Indústria de Exportação LTDA, acrescentou Ernst.
Quem tiver informações sobre os parentes de Ernst, contato pode ser feito pelos telefones
(41) 3356-9624
e
(41) 9624-2299.