A Secretaria Municipal de Saúde está reestruturando o programa “Hiperdia”, que tem por objetivo cadastrar e acompanhar pacientes hipertensos e diabéticos. A sala do programa, que é um dos mais antigos do município, funciona no Centro de Saúde, anexo à secretaria. Ele tem como braço o Centro de Referência de Lesões Cutâneas e Pé Diabético, situado à Rua Salvador Corrêa, nº 146, no Centro.
Segundo o coordenador do Hiperdia, cardiologista Elias Antônio Yunes, devido à pandemia pelo novo coronavírus, a equipe médica do programa foi realocada para o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC), no Hospital Beneficência Portuguesa. Com a descentralização do atendimento, onde o município passou a contar com cinco Centros de Referência da Covid-19 de 10h, além de seis Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) de 24h, o médico explicou que o programa está voltando, neste mês de julho, a sua função ambulatorial. (Leia mais abaixo)
O coordenador esclarece que o encaminhamento ao programa é feito pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Será o clínico da UBS quem vai identificar o problema e encaminhar esse paciente para acompanhamento pelo programa, feito por meio de unidades especializadas, que são a UBS da Penha, Centro de Saúde de Guarus, UBS de Ururaí e de Tocos”.
O cardiologista explicou que existem pessoas com hipertensão leve e outras com a pressão arterial gravemente elevada. O mesmo acontece com os diabéticos, já que uns precisam de insulina e outros não. “São esses casos graves que o clínico encaminha para as unidades especializadas, cujo agendamento é feito pela Diretoria de Auditoria, Controle e Avaliação, da secretaria”.
Moradora em Fazendinha, Lúcia da Conceição Vieira Rodrigues, 48 anos, passou a ser acompanhada pelo programa em fevereiro deste ano. Hipertensa e diabética, ela contou que somente após esse acompanhamento, a pressão e a diabetes estão controladas. “O atendimento é excelente. Somos bem acolhidos”.
O programa, de acordo com o médico, funciona com referência e contra referência. “Se faz necessário seguir os protocolos e critérios de gravidade definidos”, disse Elias, destacando que, quando o paciente hipertenso tem uma melhora, ele volta a ser atendido pelo clínico na UBS, abrindo vaga para que outras pessoas passem a integrar o Hiperdia.
Para o recebimento de insumos, como fita para medir a glicose, seringa, lanceta, insulina e aparelho de glicemia, no caso dos portadores de diabetes, o paciente precisa comparecer à sala do programa para abrir processo, com a documentação necessária e encaminhamento médico. (Leia mais abaixo)