HFM promove palestra sobre comunicação de notícias difíceis no Setembro Verde

Com o tema “O Fio da Empatia – Comunicação de Notícias Difíceis: Estratégias, Protocolos e Acolhimento Humano”, a palestra foi realizada no Centro de Estudos do HFM


  • 21/09/2026, 11h15, Foto: Divulgação .

Campos 24 Horas - Dando continuidade às ações do Setembro Verde, foi realizada, na última sexta-feira (18), no Hospital Ferreira Machado (HFM), uma palestra sobre comunicação de notícias difíceis. A atividade reuniu profissionais da equipe interdisciplinar da unidade e teve como objetivo abordar estratégias para a comunicação de situações delicadas, como quadros graves, pioras clínicas, diagnósticos ameaçadores à vida, morte iminente e morte encefálica.

Com o tema “O Fio da Empatia – Comunicação de Notícias Difíceis: Estratégias, Protocolos e Acolhimento Humano”, a palestra foi realizada no Centro de Estudos do HFM e destacou a importância do preparo dos profissionais para conduzir conversas com pacientes e familiares de forma acolhedora, empática e respeitosa, especialmente em momentos de maior fragilidade.

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A atividade também reforçou a importância dessa comunicação dentro do processo de doação de órgãos, já que, após o diagnóstico de morte encefálica, as equipes precisam estar preparadas para conversar com os familiares, esclarecer dúvidas e oferecer acolhimento durante todo o processo.

Responsável pela Equipe Hospitalar de Doação de Órgãos para Transplantes (e-DOT) do HFM, a médica Patrícia Rangel destacou que a comunicação adequada é fundamental, principalmente nos momentos em que as equipes precisam conversar com familiares diante de situações críticas. “Esse é um tema muito debatido quando abordamos uma família que está com um ente internado em uma situação crítica, com sinais de gravidade ou até mesmo diante de uma morte iminente. A comunicação de notícias difíceis exige preparo e deve ser feita de forma acolhedora, empática e com compaixão”, explicou.

Segundo a médica Patrícia, embora existam cursos específicos sobre o tema, a capacitação e a disseminação desse conhecimento entre os profissionais são importantes para qualificar a assistência. Ela ressaltou ainda que médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e os demais integrantes da equipe interdisciplinar envolvidos nessas situações precisam estar preparados para conduzir esse tipo de conversa.

“A relação dos profissionais com o paciente e com a família é fundamental para toda a evolução do caso, desde o diagnóstico até o tratamento. No Setembro Verde, pensando especialmente no processo de doação de órgãos após o diagnóstico de morte encefálica, é essencial que os profissionais saibam como comunicar, como escutar ativamente as dúvidas e necessidades das famílias e como acolhê-las em todos os aspectos”, afirmou a médica.

A médica também ressaltou que informar um diagnóstico não significa, necessariamente, que a família tenha compreendido o que está acontecendo. Para ela, o acolhimento e a escuta são etapas fundamentais para que a informação seja transmitida de maneira clara e respeitosa.

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“Informar apenas o diagnóstico não significa que a família tenha entendido. É justamente esse acolhimento que fazemos que permite que todos os envolvidos sejam ouvidos e acolhidos, principalmente diante de um diagnóstico grave, ameaçador à vida, ou quando já existe o diagnóstico de morte encefálica”, completou.

Para o diretor clínico do HFM, Hugo Calomeni, a palestra trouxe uma reflexão importante sobre uma situação que faz parte da rotina de praticamente todas as equipes hospitalares.

“Embora o Setembro Verde tenha como foco a conscientização sobre a doação de órgãos e transplantes, a comunicação de notícias difíceis faz parte da rotina de praticamente todas as equipes que atuam dentro de um hospital. Comunicar a gravidade de um quadro, uma piora clínica, um diagnóstico sem possibilidade de cura ou até mesmo um óbito exige muito mais do que conhecimento técnico. Exige preparo, postura, empatia, compaixão e, principalmente, respeito ao momento vivido pelo paciente e por seus familiares”, comunicou.

O médico Hugo destacou ainda que protocolos e estratégias podem auxiliar os profissionais na condução dessas conversas e contribuir para uma assistência mais humanizada. “Para nós, enquanto instituição, esse tipo de capacitação é extremamente importante, porque cuidar não significa apenas oferecer o melhor tratamento possível. Também significa saber acolher, ouvir e comunicar com clareza e sensibilidade, especialmente nos momentos mais difíceis”, concluiu.



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