Guarda Municipal irá policiar áreas com altos índices de criminalidade

Crivella prevê que 80% do efetivo faça rondas até o fim de 2018


02/01/2017      11h24      |     Foto: Divulgação  A prefeitura de Marcelo Crivella (PRB), que tomou posse ontem agradecendo, diversas vezes, a Deus pela vitória, vai entrar no combate à violência da cidade — uma atribuição, a princípio, do Governo do Estado. Num dos 80 decretos publicados ontem, no primeiro Diário Oficial de sua gestão, Crivella definiu que 80% do efetivo da Guarda Municipal vai fazer “vigilância ostensiva” até o fim de 2018. Idealizador do Bope, a tropa de elite da polícia fluminense, o novo secretário municipal de Ordem Pública (Seop), coronel reformado da PM Paulo César Amêndola, afirmou que a ideia da prefeitura é analisar os dados de violência fornecidos pelo Instituto de Segurança Pública para saber onde são cometidos os crimes e em que horários. Assim, ele promete colocar os guardas onde a Polícia Militar não estiver. — Evidente que não temos como enfrentar o marginal armado. Nesse caso, chama a PM. A Guarda vai inibir o crime antes que aconteça. Vai ser um obstáculo para o delinquente — afirmou Amêndola, que é contra armar os agentes. A medida, no entanto, causou reação na categoria. O vereador Jones Moura (PSD), guarda municipal licenciado, afirmou que pedirá ao prefeito informações sobre as circunstâncias de trabalho dos guardas e quais tipos de equipamento eles terão que usar. O partido de Moura faz parte da base do novo governo. Parceria contra arrastões A prefeitura ainda prevê parceria, a ser definida em 30 dias, com a Força Nacional e o Corpo de Fuzileiros Navais para treinar os guardas. Outra ação da Guarda será o combate aos arrastões nas praias. A Seop tem dez dias para elaborar um plano. Segundo Amêndola, as reuniões com as polícias Militar e Civil estão em andamento, e Defensoria Pública e o Ministério Público estão oferecendo consultoria jurídica. Em agosto, a PM começou a retirar de ônibus que iam para a praia, jovens que não tinham dinheiro para a volta, mas a Justiça considerou a ação ilegal. Fonte: Extra   



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