(Atualização 05/07/2018, 23h57) - O guarda municipal Uenderson de Souza Mattos (na foto-arquivo do Campos 24 Horas acima, ao lado do delegado Luiz Maurício Armond, saindo de um dos blocos de apartamentos do condomínio Recanto das Palmeiras) foi condenado pelo tribunal do juri de Campos a 28 anos e dez meses de prisão pela morte brutal da sua mulher, a analista judiciária Patrícia Manhães. O crime se deu no dia 13 de abril de 2016, quando o acusado levou a vítima à sede do Grupamento Ambiental da Guarda Civil Municipal de Campos, na antiga Ceasa, em Guarus, sob o pretexto de que queria falar com um colega de trabalho. Dois homens surgiram no local e atiraram em Patrícia. Inicialmente, o marido alegou para a polícia de que havia sido um latrocínio, ou seja, os autores teriam matado Patrícia para roubar R$ 1.500 que estava no carro em que o carro estava. O julgamento foi presidido pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal de Campos, Bruno Rodrigues Pinto, e terminou na noite destaque quinta-feira(05/07).
Para surpresa da maioria das pessoas que acompanhava o julgamento, Uenderson confessou ter encomendado a morte de Pátrícia. Até o interrogatório durante o julgamento, ele sustentava a negativa de autoria. Ele negou a participação no crime dos outros dois réus: Genessi José Maria Filho, apontado como intermediário na contratação do autor, e Jonathan Bernardo Lima, acusado da execução.
A pena de Genessi foi fixada em 26 anos e oito meses. Já Jonathan Bernardo Lima, foi inocentado pelo júri.
O crime foi considerado premeditado e praticado por motivos financeiros. A pena de mais de 28 anos foi fixada dada a posição do acusado, marido da vítima e pai de dois filhos, a época dos fatos com dois e oito anos.
JULGAMENTO
Uenderson de Souza Mattos foi denunciado por ordenar o assassinato da esposa Patrícia Manhães. No fim de um julgamento que durou dois dias, o réu confessou ser o mandante do crime e negou a participação de outros dois denunciados. A Justiça, porém também condenou Genessi José Maria Filho, apontado como intermediário na contratação do executor, a 26 anos e oito meses de prisão. O terceiro acusado foi inocentado pelo Júri. (Leia mais abaixo)
No julgamento, o juiz afirmou que as provas revelam uma morte premeditada, o que enseja maior grau de censura, em comparação com os crimes de homicídio cometidos no calor de uma discussão, sem reflexão da conduta ou consequência. A premeditação do crime também dificultou o trabalho da polícia, pois Mattos afirmou às autoridades o sumiço de R$ 1500 para tentar configurar o crime como latrocínio e afastar de si as suspeitas pelo homicídio.
Uenderson e Patrícia Manhães têm dois filhos juntos. À época do crime, eles tinham apenas três e oito anos. O juiz lembrou também esta outra face perversa do assassinato, que privou as duas crianças do convívio com a mãe para o resto de suas vidas.