17/06/2015 às 7h26 - Foto: Divulgação

Na Unirio, os servidores em greve decidiram não emitir a lista de aprovados para a primeira chamada do Sisu. Como os professores não aderiram à paralisação, eles podem tentar fazer a matrícula, mas terão de se basear em uma lista do Ministério da Educação (MEC) que, segundo os técnicos, identifica os alunos apenas com dados básicos e há risco de fraude.
Pedro Rosa, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF (Sintuff), disse que a não realização da matrícula se deve aos problemas enfrentados pelos servidores: “Quem fecha a capacidade de atendimento público das universidades é o governo, com todos esses cortes de verba.”
Em nota, o MEC informou que, ao participarem do Sisu, as instituições têm de assegurar o direito do estudante à matrícula e disse que ainda não tem “informação” de que a greve possa afetar o processo. O ministério informou que, na paralisação de 2012, a UFRJ garantiu a matrícula dos alunos por meio de um sistema online, com comprovação documental posterior.
Greve
A paralisação dos técnicos administrativos afeta 48 instituições federais. A categoria reivindica reajuste de 27,3% no piso salarial. Também é contrária aos cortes nos orçamentos das universidades e à expansão da terceirização no serviço público.