
Caminhoneiros continuam fazendo protestos em rodovias do país nesta quarta-feira (30), chegando ao 10º dia da greve. Há atos em pelo menos 13 estados: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.
Segundo a Autopista Fluminense, que administra a rodovia BR-101/RJ, no trecho que atravessa o estado do Rio de Janeiro de Niterói à divisa com o Espírito Santo, informou que 'A manifestação permanece da mesma forma. Não há lentidão em nenhum ponto da rodovia'.
Em alguns estados, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as Forças Armadas desbloquearam trechos ocupados por caminhoneiros, como Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Roraima e São Paulo. Na Rodovia Dutra, entre as cidades de Jacareí e Taubaté, em São Paulo, os policiais impedem que caminhões que queiram passar pelos bloqueios sejam barrados e também escoltam os que desejam abandonar o movimento.
Um caminhoneiro teve o veículo apedrejado ao tentar passar pela Rodovia Marechal Rondon em Agudos, no interior de São Paulo, nesta manhã, segundo a Polícia Rodoviária. O caminhão transportava alimentos para uma fábrica de refrigerantes em Bauru e o ajudante do motorista ficou ferido.
O abastecimento de combustível começou a voltar ao normal em algumas cidades do país. Em Salvador, motoristas quase não encontram mais filas para abastecer. Em outras capitais, como Florianópolis e Recife, ainda há muita espera para chegar até a bomba de combustível. Em Porto Alegre, o tamanho das filas já era menor no início da manhã.
No Rio de Janeiro, as distribuidoras estão trabalhando normalmente, sem escolta ou comboio militar. Cerca de 15% dos postos da cidade do Rioforam atendidos na terça, mas a maioria já secou. A situação só deve voltar ao normal após o feriado.
Em São Paulo, 12% dos postos receberam combustível ontem.
Em São José do Rio Preto (SP), caminhões-tanque estão entrando e saindo sem escolta policial da central de distribuição de combustíveis.
Nesta terça (29), o presidente Michel Temer afirmou que pode reexaminar a política de preços da Petrobras. Os frequentes e até diários reajustes nos preços dos combustíveis, decorrentes dessa política, estiveram entre os principais fatores que motivaram a greve dos caminhoneiros. Desde julho do ano passado, a Petrobras promove os reajustes com base na variação do dólar e dos preços do petróleo no mercado internacional.
(G1)