Como pode um time conviver durante toda uma competição com salários atrasados e ainda assim chegar na fase final com chances de acesso? O Goytacaz não subiu à Série A, mas brigou arduamente até a semifinal geral da Segundona. E grande parte do esforço comovente do elenco se deve ao técnico João Carlos Ângelo, responsável por manter os atletas motivados mesmo em meio ao caos administrativo na Rua do Gás.
Foi comum, durante a trajetória do Alvianil na Série B1 Estadual, ouvir elogios ao trabalho desenvolvido por João. Após a eliminação para o Friburguense, coube ao atacante Vinicius Paquetá assumir o papel de porta-voz do plantel e rasgar elogios ao técnico, qualificado como "fenomenal". (Leia mais abaixo)
- O João foi fenomenal. Todo nós jogadores deixamos claríssimo, tanto para ele quanto para torcedor e direção, que viemos até esse jogo por ele. Um cara que abraçou a ideia. Às vezes um ou dois jogadores pediam para ir embora. Eu mesmo pedi para ir embora, pois assim não dava, mas ele vinha e conversava. Abraçamos a ideia e queremos agradecer a ele que confiou na gente com todos os problemas. Ele foi sensacional nessa caminhada.
Enquanto João Carlos Ângelo administrava um elenco que sofria com os atrasos e constantes baixas de atletas que iam deixando o grupo, aqueles que toparam ficar corresponderam com entrega acima da média. Paquetá também elogiou os companheiros de equipe e garantiu que o dia a dia era leve, apesar dos constantes problemas financeiros.
- Com relação aos jogadores, todos estão de parabéns. Eu que estou lá dentro, presenciando dia a dia, treinamento, a dedicação... não tivemos um problema interno entre a gente. Estávamos sempre brincando, treinando à vera, abraçando a ideia do João com a gente.
Sem mais compromissos em 2019, o Goytacaz olha agora para a próxima temporada, quando terá que disputar novamente a Série B1. Até lá, lutará, no extracampo, para conter o caos administrativo que tomou conta do clube neste ano.
Fonte: FutRio (Leia mais abaixo)