sexta-feira, 13 de março de 2015 - Foto: Divulgação

Foram 60 dias de preparação intensa. Treinos físicos exaustivos, cobrança tática e aprimoramento da técnica. Tudo isso aliada a fé incondicional do torcedor alvianil são ingredientes para a estreia neste sábado (14) na Série B 2015 contra o Barra da Tijuca, às 15h30, no Aryzão.
Mais uma vez o Goytacaz entra na disputa buscando um lugar na Série A do estadual. Lugar de destaque no cenário do futebol do Rio de Janeiro. Lugar que a "Nação Alvianil" merece estar após árduas batalhas. Lugar que o clube, na autoridade de seus 102 anos, não aguenta mais de saudade.
Como os bravos guerreiros, os índios Goitacás - primeiros habitantes da vasta planície hoje denominada Campos dos Goytacazes - que não se envergaram diante do invasor europeu e lutaram até a morte por sua liberdade, o Goytacaz inicia a campanha para se ver livre desta incômoda permanência na Série B. Permanência que impõe marcas, cicatrizes, mas ainda não foi suficiente para o exterminar, diante da bravura que marca a história do clube.
Essa mesma bravura, marca registrada desses guerreiros que foram homenageados em 1857 pelo escritor brasileiro José de Alencar em seu romance O Guarani. Nela, o protagonista, Peri, é um índio goitacá que realiza grandes proezas, lutando contra os índios aimorés, contra o homem branco e até contra os elementos naturais. Tudo para agradar e salvar sua amada, Cecília, filha de um nobre português. Cecília tinha olhos azuis. Poeticamente falando, reza a lenda que daí explica-se a cor predominante do Goytacaz, o "azul do povo".
Nação Alvianil é chegada a hora! Pintemos os rostos para a batalha. A batalha no melhor sentido da palavra. A batalha pelo jogo limpo, pela paz nos estádios e pela esportividade.
Que juntos, jogadores, comissão técnica, diretores e torcedores se transformem em guerreiros na busca por estas conquistas e que não esmoreçamos diante do adversário, por mais forte que ele possa parecer.