A grande expectativa dos setores empresariais da indústria, comércio e serviços de Campos para 2021 repousa no governo Wladimir Garotinho/Frederico Paes, na chegada da vacina para imunização em massa da população contra a Covid 19, na recuperação da cadeia produtiva do petróleo e nos projetos e empreendimentos em curso no Porto do Açu com a instalação de duas termelétricas da GNA, uma delas em construção, a outra com previsão de início das obras em 2021. Mas, os dados sobre a economia local são preocupantes, em razão da queda de receitas e dos equívocos do governo Diniz, com desequilíbrio das contas da prefeitura, e ainda o fim do auxílio emergencial que lançará milhões de brasileiros numa pobreza ainda mais aguda, milhares destes em Campos. As primeiras medidas de Wladimir e a ações do seu vice, o experiente empresário Frederico Paes, são aguardadas com grande expectativa, pois os gastos da prefeitura são insustentáveis e exigirão um ajuste maior da equipe do novo governo, sob risco de sérios problemas logo no primeiro ano. (leia a matéria completa abaixo)
Durante a campanha, em debates e entrevistas, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) enfatizou a necessidade de criar frentes de obras a fim de gerar empregos e tirar a economia local da atual paralisia. Veja como vai atuar o experiente empresário e vice-prefeito Frederico Paes e sua importância para a economia local e a opinião do economista Ranulfo Vigidal sobre as finanças municipais. (Leia mais abaixo)
No governo que se inicia em janeiro, o vice-prefeito Frederico Paes (MDB) vai cumprir o papel estratégico de fazer andar a roda da economia local. Como presidente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio (Coagro), Frederico vem de um setor que tem demonstrado firmeza e robusta solidez sob sua batuta.
Com estas credenciais, anuncia para este ano a retomada das operações da Usina Paraíso, em Tocos, com previsão de geração de 2.500 empregos. Se não for empolgação precipitada e ânimo de campanha será uma alavanca importante na recuperação do fôlego e consolidação do setor.
Entre as obras a curto prazo, o ano começa com a conclusão do pólo da Universidade Federal Fluminense (UFF), impulsionada por verbas que conseguiu durante seu mandato de deputado federal, através de emendas parlamentares. E outras obras que seriam feitas com verbas de emendas. Mas é algo insuficiente, e Wladimir já anunciou correções duras e cortes de vários cargos no início do seu governo.
QUADRO DE DESIQUILÍBRIO EM CAMPOS - Porém, o governo que se inicia em Campos terá pela frente sérias limitações, como lembra o economista Ranulfo Vidigal. Em tempos de recrudescimento da pandemia e recuperação lenta da economia, a gestão de Wladimir terá que enfrentar um quadro de grave desequilíbrio financeiro devido ao elevado custeio da máquina pública e a queda de receitas.
“O governo que começa em janeiro vai contar com um fardo pesado. Vai sobrar para o prefeito eleito a herança de folhas de pagamento de RPA deixadas pelo prefeito que terminou seu mandato. Por outro lado, o desequilíbrio financeiro se aprofundou, ao longo de 2020, e o orçamento de R$ 1,7 bilhão previsto para 2021 vai ser insuficiente para Wladimir colocar em prática as políticas públicas emergenciais que a sociedade exige nestes tempos de pandemia, desemprego, falência generalizada de pequenos negócios e crise social na terra do açúcar e do petróleo. Os desafios serão enormes”, comentou o economista. (leia abaixo) (Leia mais abaixo)
Em 2021, avalia Ranulfo, os municípios podem ficar sem o auxílio emergencial que beneficiou milhões de pessoas no país durante a pandemia. “Com a economia em quadro de desemprego elevado, o fim do auxílio emergencial lançará milhões de brasileiros numa pobreza ainda mais aguda, milhares destes em Campos. Se a situação do comércio foi bastante difícil este ano, pode piorar no próximo ano sem o benefício. O que salvou o pequeno e médio comerciante de uma falência total foi o auxilio emergencial”, admite.
Quando à recuperação da cadeia produtiva do petróleo, que na região emite sinais alvissareiros com o saldo positivo de postos de trabalho em Macaé no mês de novembro, Ranulfo comenta que a retomada deve ser lenta. “A demanda global por petróleo se recuperará mais lentamente em 2021 do que se pensava anteriormente devido ao impacto persistente da pandemia do coronavírus”, analisou
CDL - O ano de 2020 foi de dificuldades e sofrimento na economia. As vendas durante o período de Natal com uma queda aproximada de 20% em comparação com o ano passado, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Campos) refletem o quadro de recessão que já se fazia presente, mas que foi agravado com a pandemia. "A vacina será a solução, e espero que uma campanha maciça de imunização venha trazer o mais rápido possível a volta da normalidade entre nós", disse o presidente da CDL, José Francisco Rodrigues.