No início do mês passa
do, uma operação encontrou 58 celulares e um quilo de droga em dois presídios do Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste. A varredura foi determinada após a polícia descobrir que foi feita uma videoconferência entre presos e chefes de uma facção criminosa. É neste cenário que tramita na Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) um processo para comprar quatro fuzis capazes de interceptar drones que, eventualmente, se aproximem das cadeias. Cada equipamento, que dispõe de radiodetectores, custa R$ 1,77 milhão.
O fuzil antidrone é o mesmo que foi usado na cerimônia da posse do presidente Lula, em Brasília. O documento técnico que justifica a aquisição do armamento destaca que é necessário o poder público ter acesso a ferramentas tecnológicas “que lhe permitam, no mínimo, equiparar-se ao poder de ação dos criminosos”. (Leia mais abaixo)
A Seap alega ainda que “ações criminosas lançam mão de aparatos tecnológicos” e que há “reiteradas ocorrências nos complexos prisionais brasileiros no tocante ao intento do fornecimento (aos presos) de objetos irregulares ou ilícitos”. Além disso, drones poderiam ser usados para monitorar a movimentação nos presídios.
Alcance de 2km Chamada de DroneGun Tactical, a arma, que pesa mais de sete quilos, funciona emitindo uma frequência que interrompe a comunicação entre o drone e o controlador. Ela consegue derrubar equipamentos que estão a até dois quilômetros de distância.
O rádio que integra o kit tem a função de detectar, identificar e localizar aeronaves em um raio de até quatro quilômetros. Dentro desse perímetro, ele também consegue descobrir a localização do piloto que está controlando o equipamento.
Ligneul Cesar, diretor-geral da Piramide Tecnologias, responsável por treinar a equipe que fez a segurança de Lula na posse, explica que o produto é controlado pelo Exército e só pode ser vendido para instituições de segurança pública ou defesa militar. "O governo do estado quer, há algum tempo, se aparelhar com a tecnologia de interceptação de drones. Acabou que o processo foi interrompido por essa crise de segurança recente. Mas o objetivo é comprar o kit de imediata resposta, que é o mesmo usado pelas forças da Otan no conflito da Ucrânia. O fuzil suporta duas horas de disparos".
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