quarta-feira, 28 de agosto de 2013 - Foto: Reprodução
Segundo funcionários dos postos, a deficiência se justifica pela falta de material específico para a realização do exame (Leia mais abaixo)
O exame laboratorial para detectar se a criança é portadora da doença conhecida como fibrose cística, incluído no teste do pezinho, não está disponível nos postos municipais de saúde do Rio de Janeiro. Desde 2011, o estado está habilitado para participar do Programa Nacional de Triagem e Referencia Neonatal, do Ministério da Saúde, mas devido a má gestão da área, o teste não vem sendo feito, colocando em risco a saúde de milhares de crianças.
Segundo funcionários dos postos, a deficiência se justifica pela falta de material específico para a realização do exame, que é realizado de forma centralizada no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE).
A gestão do programa é feita de forma descentralizada, pelos governos estaduais que devem encaminhar seus pedidos de insumos, necessários à realização dos testes, ao Ministério de Saúde. No caso do Rio, a Superintendência de Aquisição da Secretaria de Estado de Saúde, responsável por essa demanda, não cumpriu as exigências federais, inviabilizando o serviço na rede pública e colocando em risco a saúde de milhares de crianças.
As reclamações partiram dos pais e responsáveis de pacientes assistidos pela Associação Carioca de Assistência à Fibrose Cística (ACAM-RJ), que tentaram atendimento nos centros de saúde, mas foram informados que a rede pública não estava fornecendo o serviço e foram orientados a fazer o teste em laboratório particular.