
A tabela do frete, uma das medidas tomadas pelo governo para encerrar a greve dos caminhoneiros, será corrigida em 5,5%, em média, para incorporar a alta de 13% do diesel anunciado na semana passada. O combustível representa 40% do custo do transporte rodoviário de carga.
O assunto foi discutido nesta terça-feira pela diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A decisão vem em um momento delicado, quando a Polícia Federal investiga boatos de uma nova greve.
A correção é um dos principais pleitos dos caminhoneiros, assim como a fiscalização da aplicação do preço mínimo nos contratos de frete. A categoria está pressionando a ANTT para definir o mais rapidamente possível as regras para inibir o descumprimento da tabela.
Subvenção do combustível
Segundo a lei 13.703/2018, que fixou uma política de preços mínimos para o transporte rodoviário de carga, a tabela do frete tem de ser corrigida quando houver oscilação maior do que 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional, para cima ou para baixo.
Desde sexta-feira, o preço médio do diesel nas refinarias da Petrobras subiu 13,03%. O valor do litro passou de R$ 2,0316 para R$ 2,2964. É o primeiro reajuste desde junho e reflete a alta do dólar e da cotação do combustível no mercado internacional.
Nesta terça-feira, a Câmara aprovou a medida provisória 838, que criou o programa de subvenção do combustível. O Executivo precisa correr para aprovar a proposta no Senado na próxima semana, pois a medida perderá a validade no dia 11 de outubro. aAs informações são do Extra.