Governo cria GT para atendimento às vítimas de intolerância religiosa

O encontro aconteceu na Secretaria de Governo e foi conduzido pela subsecretária da pasta, Daniela Tinoco


  • 07/06/2019 10h27 Foto: SupCom.

(TEXTO RETIRADO DO SITE DA PREFEITURA) - Por determinação do prefeito Rafael Diniz, a Prefeitura de Campos criou um Grupo de Trabalho (GT) para atendimento às vítimas de intolerância religiosa. Nesta quinta-feira (6), membros do governo receberam os representantes de Comunidades Tradicionais de Terreiros e do Fórum Municipal de Religiões Afrobrasileiras de Campos (FRAB) para criar mecanismos de amparo a esses grupos.

O encontro aconteceu na Secretaria de Governo e foi conduzido pela subsecretária da pasta, Daniela Tinoco; subsecretário de Ações Governamentais, Marcos Soares; superintendente da Igualdade Racial, Rogério Siqueira; diretora jurídica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS), Pryscila Marins; e pelo diretor executivo da Superintendência de Justiça, Sergio de Menezes Junior. (Leia mais abaixo)

De acordo com o presidente da FRAB, Gilberto Totinho, a instituição conta com cerca de mil filiados e adeptos. “É a primeira vez que temos esse canal aberto com a secretaria de Desenvolvimento Humano, com a chegada do novo superintendente da Igualdade Racial, Rogério. Nunca aconteceu dos representantes do governo se colocarem na condição de quererem aprender conosco. O governo Rafael Diniz está quebrando os velhos modelos de gestão. Queremos muito dar nossa contribuição para que os problemas sejam sanados. Essa é uma grande ação afirmativa para reparar os danos já causados”, afirmou Totinho.

A diretora jurídica da SMDHS disse que a intolerância religiosa é uma questão cultural no país e propôs criar cursos de capacitação para garantir o melhor atendimento nos equipamentos que são porta de entrada para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). “Vamos unir movimento social e poder público para que não haja violação dos direitos dessas comunidades”, afirmou Pryscila.

O superintendente de Igualdade Racial adiantou que será criado um fluxo de serviço para dar andamento aos encaminhamentos sem expor os envolvidos, preservando os membros das comunidades tradicionais de terreiros que, muitas vezes, estão inseridos em áreas de vulnerabilidade social. “O FRAB já tem cadastro dessas comunidades e suas respectivas lideranças.  Vamos fazer a busca ativa para referenciar cada uma delas, a fim de atualizar o CadÚnico e promover um atendimento individualizado”, explicou Rogério.

A subsecretária Daniela Tinoco destaca que o preconceito religioso não é recente. “Dentro da especificidade de cada caso, vamos dar os devidos encaminhamentos para garantir o acesso dessas pessoas aos serviços públicos”. Já Sergio de Menezes acrescentou que a Superintendência de Justiça vai criar um link entre as comunidades tradicionais e o Ministério Público.



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