Henry Borel agora é nome de lei no Rio de Janeiro. Ela, inclusive, já foi publicada no Diário Oficial do Estado após ter sido sancionada pelo governador Cláudio Castro. Basicamente, a lei diz o seguinte: a partir de agora, crimes hediondos contra crianças e adolescentes passam a ter prioridade máxima nas investigações da policia fluminense. O pequeno Henry Borel, de quatro anos, morreu em março deste ano após ser espancado pelo próprio padrasto — o vereador da cidade do Rio, Dr. Jairinho. O menino não tinha um bom relacionamento com ele, que era constantemente agressivo.
A mãe da criança, a professora Monique Medeiros, acompanhava essa relação turbulenta sem tomar qualquer tipo de atitude para proteger o filho. Por isso, ela, assim como Jairinho, protagonista do crime, segundo as investigações da polícia e do Ministério Público do Rio de Janeiro, também foi denunciada à Justiça fluminense por homicídio triplamente qualificado com direito a tortura por motivo torpe e sem direito de defesa da vítima. Os dois estão presos no sistema carcerário do Rio de Janeiro aguardando o julgamento, que deve ser levado ao Tribunal do Júri fluminense talvez ainda neste ano. Dr. Jairinho, provavelmente, será caçado pela Câmara Municipal do Rio por quebra de decoro parlamentar. (Leia mais abaixo)