24/07/2015 às 10h45 - Foto: Divulgação

O Google é a primeira colocada no índice de marcas do futuro de 2015 da FutureBrand. Mas antes, espere só um pouquinho, e veja o exemplo da rede de farmácias americana, CVC Health. A empresa decidiu que não iria mais vender cigarros ( por lá isso é normal). Como leva saúde no nome, estabeleceu que, enfim, precisava ser fiel ao seu propósito. Perdeu US$ 2 bilhões de dólares em um ano. Hoje, ela ocupa a 65ª posição no ranking das 100 maiores empresas da consultoria PwC, mas no index da FutureBrand ela está em 26 º lugar.
Explica-se: a FutureBrand usa outros critérios além do resultado financeiro para montar seu índice das empresas que serão relevantes no futuro. A pesquisa parte da lista da PwC, mas o resultado é definido por meio de pesquisas feitas com consumidores. São eles que reconhecem se as marcas oferecem experiências envolventes, promovem conexões emocionais e se melhoram o seu dia a dia. Ponderam também se as marcas têm uma visão motivadora com relação ao futuro, se serão capazes de alterar a dinâmica de sua categoria e se promovem valores sustentáveis. Nesta segunda edição da pesquisa participaram 3004 entrevistados de 17 países.
Das 100 maiores companhias, só 21 foram consideradas marcas do futuro. “ Vemos que as mais bem colocadas investem em inovação e em formas de alavancar o potencial humano, ou seja, fazem produtos ou serviços que solucionam a vida das pessoas “, diz Daniel Alencar, diretor de estratégia da FutureBrand em São Paulo. O Google lidera pelo segundo ano, mas por seu resultado financeiro está em segundo na lista da PWC. Na avaliação é possível ver que a marca é percebida com superioridade em 18 atributos como inspiração, autenticidade, inovação, prazer, inovação e etc. E mais, o Google foi reconhecida como a marca mais indispensável.
Em seguida vêm Apple e Microsoft (que inverteram de posição com relação ao ano passado) e Walt Disney Co. Entre as 21 marcas do futuro chama a atenção a presença de empresas de saúde como a Abbvie (5ª) e a Gilead (6ª). “São empresa que estão constantemente inovando para encontrar a cura de doenças e ao mesmo tempo, quem envelhece pensa no futuro”, diz Alencar. Outro dado interessante foi o aparecimento de marcas asiáticas na seleção das 21, como a companhia chinesa de seguros Ping An (19º). E curiosidades no mundo da moda como o grupo Inditex, dono da Zara, estar em 17º, portanto entre o grupo das futuretes, enquanto que o conglomerado das grifes de luxo LVMH chegou a 29º colocação, caindo cinco posições em relação a 2014. Na rabeira das 21 marcas do futuro está o Facebook, que caiu 10 posições. E a única brasileira a aparecer, “bateu na trave”, como disse Alencar. A Ambev ficou em 22º lugar.
Por fim, uma pergunta para o “head global” da FutureBrand, Tom Adams. Qual o sentido da pesquisa quando as pessoas parecem estar cada vez mais desconectadas das marcas? "As pessoas ao redor do mundo estão cada vez mais preocupadas com as crenças e os comportamentos das empresas. O Índice FutureBrand é menos sobre ´marcas’, e mais sobre como fortes percepções de uma organização em torno de questões como a sua conexão emocional, valor de negócio sustentável e visão para o futuro, podem fornecer uma vantagem competitiva”, disse ele. “Isso também nos ajuda a entender as tendências mais amplas e preocupações do público em todo o mundo, para prever quais os setores ou indústrias serão dominantes no futuro. Em 2015, os dados apontam claramente para um aumento contínuo de tecnologia, biotecnologia e empresas globais chinesas em um mundo que cada vez mais depende do que essas empresas oferecem.”