Gilberto Gomes: "Não fiz afirmação de teor racista. Era um debate político"

Petista preso em Campos por acusação de injúria racial foi colocado em liberdade após audiência de custódia


  • 09/09/2025, 20h12, Foto: Campos 24 Hotras.

Postado por Fabiano Venancio - O assessor parlamentar e secretário geral do Partido dos Trabalhadores (PT), Gilberto Gomes, foi liberado nesta terça-feira (09) após uma audiência na Casa de Custódia Dalton Castro. No último domingo(07), Gilberto foi preso e autuado na 134ª DP/Centro por injúria racial durante o desfile cívico na celebração do Dia da Independência, no Cepop, quando partidos de esquerda realizaram uma manifestação com faixas de protesto contra o projeto de anistia e pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe e outros crimes. Gilberto questionou um bombeiro civil por sua posição política. "Preto monarquista?", indagou. O advogado João Paulo Granja, que assistiu Gilberto , falou sobre a decisão judicial, assim como a presidente do Siprosep, Elaine Leão. Após ser colocado em liberdade, ele terá de comparecer bimestralmente ao fórum e se manter distante do bombeiro.

Gilberto Gomes ponderou que sua fala ao bombeiro civil era de teor político. "Não fiz nenhuma afirmação de teor racista. Era um debate político. A gente vive um momento de polarização política que sempre existiu, quando há o lado A e o B, que pensam diferente. Mas a gente vai debater sempre essas contradições da sociedade. Por mais que tentem nos calar, nos silenciar de formas baixas e vis, afirmou. (Leia mais abaixo)

O militante petista disse confiar na Justiça "que já começa a ser feita com a reparação deste erro". O advogado João Paulo Granja, que assistiu Gilberto durante a audiência, afirmou que apesar de o juiz ter considerado a situação como debate político, ao invés de racismo, ele (Gilberto) terá que comparecer bimestralmente ao fórum e se manter distante do bombeiro.

"Na visão do juiz foi uma opinião que não tinha cunho racial, mas um embate com viés político mas que, nesse momento de disputa polarizada, tentou se levar para esse jogo extra por uma palavra mal interpretada e fez com quem a situação fosse conduzida até chegar a esse ponto", concluiu.

O diretório do PT em Campos divulgou nota de solidariedade a Gilberto ao considerar "sua prisão injusta e arbitrária".

Membro do diretório do partido, a sindicalista Elaine Leão também repudiou o episódio enfatizou que a prisão de Gilberto teve cunho político. "O Grito dos Excluídos teve no domingo várias tentativas de impedimento. E s monarquia tentou, sim, impedir até o fim a luta abolicionista. Gilberto nunca foi racista. Muito pelo contrário, é um professor de História, um camarada da luta contra o racismo e uma voz de resistência pela classe trabalhadora", disse Elaine



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