Wladimir: cenário desafiador; pandemia e dívidas herdadas

EDITORIAL – Opinião / Campos 24 Horas


  • 29/03/2021, 00h37, Foto: reprodução-Campos 24 Horas.

O somatório de problemas causados pela pandemia da Covid 19 impõe aos municípios  um desafio gigantesco na administração pública para amenizar os efeitos desta pandemia devastadora no sentido de garantir atendimento médico-hospitalar à população infectada na tentativa de salvar o máximo de vidas. Vale ressaltar que, antes da pandemia, o cenário econômico nos municípios da nossa região já era complicado em decorrência da queda dos royalties. Particularmente no caso de Campos, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) herdou uma dívida financeira e social deixada pelo antecessor, cujos números falam mais alto. Foram apenas R$ 2,9 milhões deixados em caixa contra uma dívida de R$ 106 milhões só com a folha de pagamento dos servidores municipais.

É diante deste quadro desafiador que um prefeito ainda jovem como Wladimir tem se revelado pelo menos um gestor que tem encarado de frente os problemas, buscando ser pró-ativo, se antecipando aos problemas e assim evitando seu agravamento. (Leia mais abaixo)

Ao mesmo tempo, Wladimir tem enfrentado tais adversidades com equilíbrio e capacidade de articulação junto às lideranças e forças políticas de outras esferas de poder, seja através de equipamentos que conseguiu junto ao governo do Estado em apenas 24h — pediu no último domingo à noite e chegou na segunda-feira pela manhã, quando Campos recebeu também mais um lote de vacinas.   

Cada governante, seja prefeito, governador ou presidente da República, ao se candidatar a um cargo no poder executivo apresenta seu programa de governo à sociedade. Esta, por sua vez, avalia o conjunto de propostas e, por maioria de seus eleitores, escolhe aquele que durante quatro anos, através da soberania popular, recebe a investidura e a responsabilidade do cargo durante quatro anos.   

Mas nenhum deles previa o advento de uma pandemia cruel para gerir com todas as suas consequências tão devastadoras.

Convém lembrar que, antes da pandemia, já havia a situação pré-existente de uma crise recessiva arrasadora. Neste contexto, 75% dos municípios brasileiros tinham uma situação fiscal considerada crítica. Quase 35% deles não se sustentavam, ou seja, a receita arrecadada não era suficiente para custear nem a Câmara de Vereadores nem a estrutura administrativa da cidade.

Se a situação já estava ruim, em janeiro de 2021, quando tomarem posse de seus mandatos, os novos prefeitos enfrentaram problemas orçamentários ainda mais graves, herança da Covid-19. (Leia mais abaixo)

Entretanto, por vezes o gestor, seja público ou privado, encontra pela frente as circunstâncias do imponderável, como os números avassaladores de casos de pessoas infectadas e de internações que dispararam em uma semana, levando o município a taxas de 100% de ocupação de leitos de UTI.

A verdade é que é preciso, sim, alertar parcelas da população por mais juízo, racionalidade e consciência humanística, especialmente os mais jovens que se deixam levar pela cantilena de que o Covid não alcança as faixas etárias inferiores, impressão equivocada que os últimos casos crescentes de mortes de pessoas entre 20 e 50 anos acabam de desmentir.

Só com o respeito e cumprimento de protocolos e cuidados especiais, mais ainda a imprescindível vacinação em massa, ainda lenta, lamentavelmente, que iremos vencer esta guerra.

Uma guerra contra uma doença que destruiu vidas e devastou famílias inteiras com as perdas de seus entes queridos. Mas que atinge a economia, os empregos e torna as famílias carentes ainda mais vulneráveis. O quadro é desesperador, de extremas dificuldades e privações e que leva muitos a uma situação de insegurança alimentar, fome mesmo.

São desafios que precisam ser superados com urgência, não apenas pelo setor público, mas também pelo setor privado e a sociedade em geral. O brasileiro tem a imagem de ser um povo acolhedor, prestativo e solidário. Neste momento é que precisamos nos unir, setor público, empresários e outros que podem contribuir para socorrer os que mais precisam de ajuda. Solidariedade é a palavra-chave neste momento. Afinal, quem tem fome tem pressa.      (Leia mais abaixo)



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