segunda-feira, 10 de setembro de 2012 (Fotos: Campos 24 Horas)
Em entrevista exclusiva ao CAMPOS 24 HORAS, o secretário municipal de Saúde, o médico e ex-vereador Geraldo Venâncio, faz um balanço das ações do governo (Leia mais abaixo)

O secretário de Saúde, Geraldo Venâncio, destaca uma série de ações que vem ampliando o atendimento à população de Campos. São ações que,conforme o médico, buscam garantir o acesso do cidadão à saúde, em todas as suas esferas: prevenção, recuperação e promoção. Mas o secretário diz que as medidas que vão elevar, a cada dia, a qualidade devida do povo campista.
“São ações de governo. Com a reforma e informatização das 71 Unidades Básicas de Saúde, o morador do distrito mais distante não precisa mais se deslocar ao Centro de Campos para agendar sua consulta ou exame. Na UBS mais perto de sua casa, ele tem acesso a medicamentos, ele marca a consulta de cardiologia, endocrinologia ou outra especialidade, o exame de ressonância magnética, radiologia, etc.Dependendo da necessidade de tratamento, ele é inserido em um dos 25 programas especiais da Prefeitura, entre eles o Hiperdia, para hipertensos e diabéticos; o CDAP, para quem tem Alzheimer ou Parkinson; o Controle do Tabagismo; centros de referência da criança, do adolescente, da mulher. Cada programa tem diversos polos e o objetivo é o acompanhamento do paciente, com consultas, exames,remédios, atividades físicas e outras medidas de controle e cura do problema desaúde em questão”, falou Venâncio.
Outras ações estão sendo realizadas no município.O secretário destaca o Programa Saúde na Escola: “O PSE é uma verdadeira rede de proteção à saúde da criança. Até o primeiro semestre deste ano, com 23 meses de funcionamento, o PSE realizou mais de 251 visitas a escolase creches, atendendo a mais de 112 mil alunos. “O programa tem três unidades móveis. A de odontologia atendeu 29.643 pessoas, com aplicação de flúor, resina, verniz fluoretado, exodontia, raspagem, etc. em mais de 43.300 procedimentos. A unidade de audiometria, fez 19.555 exames e a de oftalmologia 47.947 exames de acuidade visual; 14.726 consultas oftalmológicas e entrega de 4.506 óculos. A equipe multidisciplinar também acompanha a imunização dos alunos, atualizando a vacinação, além de identificar alunos queprecisam de atendimento médico”, explicou.
O secretário de Saúde também lembra que Campos tem o maior programa de imunização do Brasil. Além de todas as vacinas que o Ministério da Saúde define para a população, Campos lançou a Prevenar e as vacinas contra Heptatite A e o HPV. A Secretaria de Saúde prevê a aplicação de mais de meio milhão de vacinas até o final deste ano. (Leia mais abaixo)
“Hoje, temos mais de 17 mil meninas protegidas do HPV, que pode causar condilomas (verrugas genitais) e lesões pré-cancerosas do colo de útero. Campos lançou a vacina em 2010, para meninas de 11 a 15 anos,e o Ministério da Saúde estuda disponibilizá-la até 2014. Com a Prevenar, que Campos também foi o primeiro município a oferecer de graça para crianças de até um ano, reduzimos a mortalidade infantil neonatal(crianças de 28 dias até um ano de idade), zeramos os casos de meningite porpneumococos e diminuímos em 50% as internações hospitalares por pneumonia. São mais de 25 mil crianças beneficiadas e mais de 70 mil doses de vacinasaplicadas. Com a Hepatite A, temos mais de 14.000 crianças menores de dois anos protegidas do vírus que, se adquirido na infância, pode provocar uma Hepatite fulminante no adulto ou levar à necessidade de transplante de fígado. A vacina vaiser incorporada ao Calendário Nacional de vacinação em 2013”.
O Programa de Prevenção àHipertensão e ao Diabetes (Hiperdia), que conta com 14 pólos e um Centro de Referênciade Lesões Cutâneas e Pé Diabético, realizou mais de 321 mil atendimentos de janeiro de 2009 a junho deste ano. Neste primeiro semestre, segundo osecretário Geraldo Venâncio, foram 59.990 atendimentos. O Hiperdia temmais de 40 mil pacientes cadastrados, sendo acompanhados com consultas, examese medicamentos.
Dados do Ministério da Saúde demonstram que a rede hospitalar de Campos, considerando a oferta de leitos de UTI, de clínica, obstetrícia, pediatria e cirúrgicos, é amelhor do Estado em comparação a outros municípios do médio porte (comaproximadamente 500 mil habitantes) como Niterói. Tomando por base o número deleitos para cada 100 mil habitantes, os indicadores de Campos são melhores até que os do município do Rio de Janeiro e de Campinas, cidade paulista considerada modelo em média e alta complexidades.
“De outubro de 2009, a partir da gestão plena, a prefeitura multiplicou por 7 o aporte financeiro aos hospitais, passando de R$ 5,4 milhões em 2009 para R$30.892.806,66 em 2010; R$ 39.382.185,91 em 2011 e R$ 8.105.780,90 somente no primeiro trimestre deste ano, uma evolução de 700% de investimentos municipais na assistência hospitalar. E é necessário destacar também que a rede hospitalarde Campos, que servir a cerca de 500 mil habitantes, atualmente atende amais de 1 milhão de pessoas de municípios do Norte e Noroeste Fluminense e daRegião dos Lagos”, declarou Venâncio. (Leia mais abaixo)
Mas os avanços continua. “Comparando os municípios e tomando a média denúmero de leitos por 100 mil habitantes, Campos tem 65,12 leitos cirúrgicos,contra 61,53 do Rio; 58,86 de Niterói; 12,57 de Belford Roxo; 5,01 de São Joãode Meriti e 42,22 de Campinas, cidade paulista considerada exemplo em termos deassistência hospitalat. O número de leitos de UTI é ainda mais alto, com Campos com 28,25 leitos contra 14,07 do Rio; 14,56 de Niterói, concluiu Geraldo Venâncio.