Gente da Terra: Bienal terá mesa sobre cultura, tradições e costumes campistas

Com mais de 100 atividades na programação, a Bienal será realizada entre os dias 20 e 25 de novembro no IFF-Centro


  • 12/11/2018 10h37 Foto: Rogério Azevedo.
A 10ª Bienal do Livro de Campos promoverá uma mesa de conversa sobre a cultura de Campos, suas tradições e costumes. “Gente da Terra” será composta por quatro pesquisadores campistas, e irá acontecer na quarta-feira (22), no auditório Miguel Ramalho, no IFF-Centro. Com mais de 100 atividades na programação, a Bienal será realizada entre os dias 20 e 25 de novembro no IFF-Centro, na Rua Dr. Siqueira, 273, Parque Dom Bosco. A mediação do bate papo ficará por conta do pesquisador e gerente do Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, Carlos Freitas. Ele conta que raízes culturais, como formas de se expressar e comidas típicas, serão ressaltadas na conversa. - A apresentação poderá levar até as pessoas informações que não se encontram em livros. São conhecimentos sobre o município adquiridos em pesquisas e nas vivências por elas proporcionadas, que tem em sua manutenção e divulgação, grande importância pela valorização da cultura local. São componentes culturais que devem ser ressaltados, destacados, e levados a novas gerações para que se mantenham presentes ao saber de todos - destacou Freitas. A mesa será composta por visões e explanações dos pesquisadores Marluce Guimarães, Matheus Venâncio e Renan Torres. Professor em ciências sociais pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Renan Torres realiza estudos em história indígena de Campos desde 2013 e pretende expor curiosidades e esclarecimentos, bem como trabalhar a relacionada ao tema. - São experiências que obtive junto a viajantes, cronistas, memorialistas, palestrantes. É sempre válida a preservação dessa parte da história da cidade, como a quebra de preconceitos e mitos. Por exemplo, vamos falar das tribos Goitacá, Coroados, Puri e Guarulhos, que habitaram Campos até o século 19. E um dos maiores mitos que temos por aqui é que os Goitacá eram canibais, diferente do que mostram os estudos que serão mostrados nesse debate. O mais interessante dentro da iniciativa é a valorização ao património cultural. A sociedade desenvolve algumas heranças de maneira automática, sem maior percepção. Por isso o objetivo, de que seja oferecido esse contato com as raízes da terra, trabalhando a identidade, pertencimento, com a cultura munícipe – pontuou Renan. A 10ª Bienal do Livro de Campos tem o patrocínio da concessionária Águas do Paraíba e Realiza Construtora, com realização da Prefeitura de Campos e Sesc, e conta também com o apoio do Boulevard Shopping e Instituto Federal Fluminense (IFF). Esta edição será realizada no mesmo local da primeira e terá como patrono Nilo Peçanha, campista que foi presidente do Brasil (1909/1910). A bienal homenageará também Antônio Roberto Fernandes, Félix Carneiro (Felinho) e Lenilson Chaves, que implantou a Bienal do Livro em Campos, em 2000. Toda a programação da 10ª Bienal do Livro de Campos está sendo elaborada por uma comissão da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) e terá uma economia de R$ 1,3 milhão em estrutura.



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