
A Câmara de Vereadores realizou, na tarde desta quarta-feira (19), uma audiência pública com o tema Genotipagem em Oftalmologia, solicitada pelos vereadores Josiane Morumbi e (PRP) e Jorginho Virgílio (PRP), que é presidente da Comissão de Direitos de Pessoas com Deficiência na Câmara.
Ao lado dos edis, compuseram a mesa o vereador Ivan Machado (PTB), a presidente da Associação de Retinopatia do Brasil, Maria Júlia Araújo, a vice-coordenadora da Associação de Retinopatia do Rio de Janeiro e vice-presidente da Associação de Retinopatia do Brasil, Maria Antonieta Leopoldi, além da presidente da Associação de Retinopatia Norte Fluminense, Sylvia Elizabeth Peixoto.
O vereador Jorginho Virgílio iniciou a audiência afirmando que a realização da mesma foi requerida em conjunto com Josiane Morumbi. Em seguida, foi a vez da vereadora fazer sua explanação inicial, cumprimentando os convidados e a agradecendo a todos pela presença no evento.
“A genotipagem ou mapeamento genético é um processo que permite a identificação de mutações em um ou mais genes, os quais levam ao aparecimento da doença da retina. A genotipagem pode completar o diagnóstico feito anteriormente por um oftalmologista”, pontuou Josiane Morumbi.
Sylvia Elizabeth Peixoto explicou que a Associação busca a gratuidade do procedimento. “Pode ser que amanhã tenhamos tratamento, mas, para isso, dependemos da genotipagem. Muitos pacientes não têm condições para arcar com essa despesa”, disse.
O vereador Ivan Machado parabenizou os vereadores pela discussão do tema e destacou a importância do mapeamento genético. “Sabemos que os avanços da medicina que promoverão maior qualidade de vida e a longevidade passam pelo estudo genético”, afirmou.
Representando a Retina Brasil, Maria Júlia Araújo disse que o custo do exame é alto, o que o torna inacessível aos pacientes de doenças degenerativas da retina. “A importância desse exame já foi falada, mas quero ressaltar um ponto importante: a possibilidade de participar do primeiro tratamento de terapia gênica do mundo. Ano passado foi aprovada a terapia para tratar uma dessas doenças”, apontou.
Já a representante do Retina Rio, Maria Antonieta Leopoldi citou exemplos de países que oferecem atendimento completo na rede pública para diagnóstico de doenças da retina, com exame de genotipagem. Em Brasil, ela relatou que não há médicos de retina o suficiente para diagnosticar todos os pacientes. “Não existe a possibilidade de exame genético, a não ser que a pessoa pague em um clínica particular”, disse.
Também esteve presente o vereador Jairinho é Show (PTC). Após as palestras, o público participou com perguntas e ponderações sobre o tema.
(Ascom Câmara)