Garotinho, Rosinha, Porto do Açu e Porto Farol/Barra e Salomão

EDITORIAL


10/11/2015 editorial 2Mais importante para o povo é o político polêmico, mas visionário e realizador do que o cordato, inerte, que pouco realiza.  É verdade que não há político perfeito, como também não há jogador de futebol, nem magistrado, nem engenheiro, nem mesmo o médico perfeito. Prova disso é que até mesmo o melhor jogador também fica no banco, perde o gol feito; o bom juiz se engana na sentença, que precisa ser reformada em instância superior; o engenheiro erra no cálculo e a ponte cai; o médico erra na cirurgia e o paciente morre; ou dá seis meses de vida, e o paciente vive mais 10 anos. Não é diferente na seara política, e é válido atentar para o alerta de um dos mais sábios governantes da humanidade, o sábio e poderoso rei Salomão. Ele já advertia há alguns milhares de anos que “quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme”. Certamente que “a bancada de oposição” ao rei Salomão – ele tinha opositores até nas sinagogas –ridicularizaram a advertência dada ao povo, e trabalharam mais intensamente para desconstruir o índice de aprovação do governo do sábio rei, mas que tinha reconhecimento do povo de Israel e de outros reinos. O que os súditos de outros reis sabiam e desejavam para si, muitos súditos de Salomão somente enxergaram depois que passou o reinado e perceberam tardiamente que eram felizes e não sabiam. O antigo exemplo é tomado meramente para refletir que, apesar das diferenças culturais, do espectro político/social, nestes milhares de anos decorridos, há muitas semelhanças entre aquela realidade dos judeus, como a realidade atual dos brasileiros, dos campistas, apesar da distância geográfica e cronológica. Os opositores ao ex-governador Garotinho e à Prefeita Rosinha alardeiam que os governantes são ruins.  Incautos acreditam por razões óbvias, e alguns esclarecidos também acreditam por questões políticas, e ainda bem porque “toda unanimidade é burra”. No entanto, não é atitude inteligente tentar tirar mérito de quem tem, independentemente de ideologia. Quando atuou como governador, o visionário Garotinho foi eleito o melhor governador do Brasil porque vislumbrou, planejou, trabalhou, acreditou e executou. Um dos seus sonhos que contempla a população de Campos e da região teve início com a atitude de impedir que o Banco do Brasil realizasse o leilão da Fazenda que viria a abrigar o Porto do Açú. Venceu o embate jurídico e publicou decreto tornando a área de interesse público vislumbrando um grande complexo portuário para gerar empregos na região. Tentou convencer a Petrobras a instalar o empreendimento, mas o governo federal já deveria ter outros interesses, com se configurou em Pasadena. Mas perseverou até encontrar o interesse do megaempresário Eike Batista. Na sucessão de Garotinho, coube à governadora Rosinha lançar a pedra fundamental do Porto em dezembro de 2006. Numa demonstração de estadista, ambos foram para o embate com Eike e com o então governador Sérgio Cabral por causa do massacre social que fizeram com os produtores rurais e donos de terrenos e casas no 5º distrito de São João da Barra. Mas o sonho já é realidade, independente de possíveis falcatruas nas operações de crédito envolvendo ou não políticos. O empreendimento orçado em US$ 1,6 bilhão, já consumiu mais de R$ 10 bilhões, gera em torno de 10 mil empregos, faz fervilhar os setores hoteleiro, gastronômico e de locação de transportes de Campos, Grussaí e Atafona (São João da Barra). A consolidação do super porto do Açu é real, com exportação de minério de ferro; é o único do Sudeste a exportar bauxita (para produção de alumínio). A Secretaria Especial de Portos (SEP) aprovou, na última quarta-feira (4), o acréscimo do perfil de carga do Porto, que numa parceria coma a alemã Oiltanking vai investir R$ 600 milhões para dragar o Terminal de Petróleo (T-Oil) e operar petróleo, gás e contêiner. É o caminho para um hubde gás no porto, que representauma gama de instalação de empresas, com faturamentos elevados, e mais um punhado de milhares de empregos no médio e longo prazo. Também foi a então governadora Rosinha que lançou a pedra fundamental do Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado. As obras de infra deveriam ser iniciadas em 2007 pelos Prefeitos Arnaldo Vianna e Armando Carneiro, mas o projeto ficou na gaveta. Dois anos após, como Prefeita de Campos, Rosinha Garotinho que deu a arrancada e tirou o projeto da gaveta e atraiu donos de estaleiros, que compraram áreas. Mais de 70% do que está construído é mérito da Prefeita dos campistas. A contrapartida do governo federal (20%) e do governo federal (R$365 milhões) estão emperrados, sob alegação da crise. Mas por se tratar de um governo realizador, as cobranças são mantidas no governo federal, os pedidos de licenças ambientais da segunda etapa das obras hidráulicas foram feitos e o processo licitatório está em andamento.  Por conta deste dois empreendimentos estruturantes, e por Campos estar entre as primeiras do país em investimento público em infraestrutura, recebe cada vez mais imigrantes e aquece a construção civil, o polo educacional, e fomenta um forte polo de serviços, que abre caminho para o polo tecnológico. Apesar da crise e dos adversários, “quando os justos governa, o povo se alegra”.  



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