Garotinho e Rosinha celebram recriação dos restaurantes populares

Ex-governadores rememoram seus programas sociais durante inauguração do Restaurante do Povo




09/05/2021, 00h49, Foto: Campos 24 Horas.

Criador dos Restaurantes Populares quando esteve a frente do Palácio Guanabara, o ex-governador Anthony Garotinho celebrou a reinauguração do programa pelo governador Claudio Castro, agora batizado de Restaurante do Povo. Garotinho esteve presente na inauguração da segunda unidade de segurança alimentar nesta sexta-feira (07), no Centro de Campos, ocasião em que falou ao Campos 24 Horas. O ex-governador também comentou a respeito da história do Brasil desde a época do Império, sobretudo sobre o período da escravidão em Campos. "Dar comida a quem tem fome não é populismo, mas inclusão e justiça social", destacou po ex-governador. A ex-governadora Rosinha também falou sobre a emoção de ver seu filho Wladimir retomando um programa social que começou em 1998. (leia mais abaixo)


"Eu fico muito feliz em saber que o povo, especialmente as pessoas mais humildes e sofridas, vai voltar a comer e ter o mínimo de dignidade", disse Garotinho, que elogiou ainda a vontade demonstrada pelo atual governador em resgatar programas sociais inaugurados em seu governo, a partir de 1998. (leia abaixo)


"Em nosso governo criamos uma rede de proteção com mais de 60 projetos de inclusão social e cidadania. E o governador Claudio Castro, conversando comigo, disse que vai retomar programas como o café da manhã nas estações de trem, nas rodoviárias e os Jovens pela Paz, entre outros que criamos na minha época e está dando semente", afirmou.


ROSINHA - "A fome tem assolado o país, e a comida é essencial para a dignidade do ser humano. Eu fico feliz em saber que um projeto nosso está sendo reaberto pelo meu filho para atender a população. A declaração é da ex-governadora Rosinha Garotinho, durante a inauguração do Restaurante do Povo. (leia mais abaixo)


Rosinha disse que muitas pessoas hoje estão excluídas desta oportunidade. "O restaurante vai proporcionar esta oportunidade, essa dignidade essencial para quem tem fome", acrescentando ainda que a alimentação é de fundamental importância neste período de pandemia. "O corpo precisa estar mais forte e saudável, do contrário fica sem imunidade para enfrentar a ação do vírus", finalizou Rosinha. (leia abaixo: Garotinho diz que "dar comida a quem tem fome não é populismo, mas inclusão e justiça social")


GAROTINHO - "A nossa vida foi toda ela dedicada ao povo. Não por acaso lembro sempre de um episódio histórico em nossa cidade que sempre foi dividida ao meio. No período da escravidão aqui houve fome, miséria e desigualdade. Quando a Princesa Isabel estava para assinar a Lei da Abolição, havia duas correntes. Uma queria que donos dos escravos recebessem indenização pelas mercadorias que tinham, os escravos. A outra liderada pelo campista José do Patrocínio pregava o seguinte: quem tinha que ser indenizado são os escravos pela exploração do trabalho. Ela assinou a lei, deixou todo mundo solto e os escravos foram para a periferia. A periferia de Campos é negra e pobre, a do Brasil é negra e pobre. Então, quando alguém te chamar de populista, governador, não se aborreça. Isso é programa de inclusão social o que o senhor e o prefeito Wladimir estão fazendo. Sempre fomos governados por uma elite histórica que nunca teve preocupação com com os pobres, povo. Mas veio um grupo popular que herdou o trabalhismo que vem de Vargas e seguindo pela história afora — discursou Garotinho. (leia mais abaixo)


O ex-governador lembrou também que construiu 17 restaurantes populares para servir a população em lugares muito pobres e carentes, além de dezenas de outros programas sociais para as camadas mais carentes. "Tenho certeza que pelo governo que o senhor está fazendo, vai ter oportunidade de abrir restaurantes em todo estado. Vai fazer um governo para a maior parte da população do Rio que está esquecida. Governador, o senhor está de parabéns. Ouvi seu discurso que prioriza combater o vírus e a fome. O homem publico hoje precisa ter na cabeça o seguinte: vacina no braço e comida no prato".