O ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil) anunciou nesta quarta-feira (18), durante sabatina promovida pela Folha de SP/Uol, que vai entrar na disputa para retornar ao Palácio Guanabara nas eleições deste ano. Garotinho se reuniu em Brasília na terça-feira (17) com a cúpula do partido e com presidente da legenda, Luciano Bivar. A Bivar, o ex-governador entregou um pedido oficial para ser o candidato do partido ao governo do Rio nas eleições de outubro. Ele declarou ainda que há situações complicadas dentro do governo Cláudio Castro, classificando-o como "muito sofrível". A exemplo de Bolsonaro, Garotinho também questionou o sistema eleitoral. Com o anuncio do ex-governador, o cenário político de Campos também muda, com Clarissa voltando a figurar como pré-candidata à Câmara Federal. Ele também afirmou que não acredita em golpe no Brasil. O Campos 24 Horas mostra abaixo as principais declarações de Garotinho.
Garotinho que inicialmente cogitou a ser candidato a deputado federal e chegou a ser aliado do governador Cláudio Castro (PL), juntamente com seu filho e prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (sem partido), agora se opõe a Castro na disputa eleitoral deste ano. (Leia mais abaixo)
Na sabatina, Garotinho criticou Cláudio Castro, ao definir o atual governo do estado como "muito sofrível". "Ele fez uma composição política para se manter no poder extremamente nocivo. Eu não sei aonde isso vai parar, tem pessoas que dizem que vai parar longe", e afirmou que tem situações ocorrendo dentro do governo "que são complicadas". Questionado sobre qual seria o caso citado, Garotinho explicou: "Nós vamos ter o momento oportuno para tratar desse assunto". "Eu devo agir com cautela para não criar mais inimigos do que já tenho."...
Em Campos há várias obras em curso do governo estadual em parceria com a prefeitura com as do Hospital Geral de Guarus, do Camelódromo e do Parque Saraiva. Na sessão desta quarta-feira (18) na Câmara Municipal, nenhum vereador usou da tribuna para fazer abordagem da nova situação.
CENÁRIO MUDA EM CAMPOS - Com Garotinho candidato ao governo estadual, uma nova configuração pode mudar as projeções anteriores. A deputada federal Clarissa Garotinho (União Brasil), por exemplo, se colocava como candidata a deputada estadual. Agora, sem o pai na disputa de uma vaga na Câmara Federal, ela deve redirecionar seus planos e anunciar seu projeto de reeleição. leia mais abaixo)
Neste caso, o projeto de reeleição do deputado Bruno Dauaire (União Brasil) à Assembleia Legislativa (Alerj) fica melhor posicionado.
O ex-governador questionou o processo eleitoral e disse não saber se apoiará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Jair Bolsonaro (PL) num possível segundo turno nas eleições presidenciais. Garotinho disse que não tinha se colocado como candidato ao governo em seu novo partido, mas mudou de ideia por não querer se "omitir nestas eleições". leia mais abaixo) (Leia mais abaixo)
— Não vou ser candidato a nada se não for candidato ao governo do Rio. Se não me derem a vaga [na disputa como governador], eu não saio candidato. Não preciso de cargo público — afirmou.
Garotinho avaliou o cenário da disputa estadual e se colocou como o mais experiente atualmente na disputa no Rio. Diz que foi preso cinco vezes por ter sofrido perseguição, mas que sua situação de elegibilidade atual é regular.
— Fui covardemente processado em Campos, em função das denúncias que eu protocolei e provei contra o ex-governador Sérgio Cabral. Sofri uma perseguição intensa, e agora lamentavelmente, para a minha tristeza, eu vejo muitas práticas semelhantes ao governo Sérgio Cabral sendo praticadas no estado do Rio de Janeiro —, disse
GAROTINHO QUESTIONA SISTEMA ELEITORAL - O sistema eleitoral, alvo frequente de críticas por parte de Bolsonaro, também foi questionado por Garotinho durante a sabatina. Segundo ele, "não há possibilidade de fraude na urna, porque ela não tem conexão com a internet, o que pode ser fraudado é o sistema de transmissão de dados".
Garotinho declarou que não enxerga nenhuma possibilidade de golpe de Estado no Brasil, apesar dos ataques frequentes do presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas e a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). (Leia mais abaixo)
"Eu não acredito, não vejo a menor possibilidade de golpe de Estado no país. Não existe esse ambiente nas Forças Armadas, pelo menos com as pessoas que eu converso, eu tenho alguns interlocutores na Marinha, Exército e Aeronáutica. Eu não vejo esse ambiente. Pode existir setores, mas são amplamente minoritários. Eu não creio que isso seja viável."... ( leia mais abaixo)
Garotinho também se classificou como um "democrata" que "jamais aceitaria qualquer tipo de manifestação contra instituições democráticas", porém ressaltou que todas as instituições precisam "se colocar em seus lugares". "Temos que tomar cuidado para não ter ditadura de tipo nenhum", afirmou. Ele não se posicionou sobre apoio a Bolsonaro ou Lula, evitou fazer críticas mais contundentes a qualquer um dos dois e disse que Luciano Bivar, presidente da sua legenda e atualmente pré-candidato, está "animado" com a disputa pelo Palácio do Planalto.... leia mais abaixo)
"Acho que o governo Bolsonaro teve acertos e teve erros. O governo Lula, teve acertos e teve erros. Eu vou me posicionar politicamente de acordo com a direção nacional do meu partido", afirmou, sobre apoios num eventual segundo turno. leia mais abaixo)
Garotinho falou sobre as recentes prisões e sua imagem política, e comparou os dias que ficou preso com os de Lula. "Lembre-se de que o candidato aí a presidente da República pegou 570 e poucos dias, eu levei 29 entre essas cinco vezes [preso]. A coisa era tão escandalosa e política contra mim que eu entrava e saía [da cadeia]. Virou até brincadeira, lamentavelmente."...