
O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, deixou o presídio de Bangu, por volta das 20h30 desta quinta-feira (21), visto que, ontem, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu um habeas corpus a ele. Um grupo de pessoas, entre elas a deputada federal e filha de Garotinho, Clarissa (PRB), o aguardava diante do presídio.
Na saída, Garotinho falou sobre a agressão sofrida por ele no presídio de Benfica e das acusações que lhe são imputadas. Segundo ele, foi tratado de forma correta em Bangu, mas classificou sua transferência de Benfica como uma forma de castigá-lo. Ele afirmou que o delegado do caso pediu para que ele descrevesse o autor da agressão dentro da cela de Benfica, a fim de que fosse feito um retrato falado. Sobre as acusações que pesam sobre ele no âmbito da Operação Caixa D'Água, o ex-governador voltou negá-las. De acordo com o Site G1, Garotinho disse que a perseguição sofrida por ele se deve a alguém que ele acusou e não quer ser investigado.
OPERAÇÃO CAIXA D'ÁGUA
A Operação Caixa D’Água foi desencadeada pela Polícia Federal no dia 22 de novembro, após o juiz Glaucenir de Oliveira, titular da 98ª Zona Eleitoral de Campos, decretar as prisões da ex-prefeita Rosinha Garotinho, que já foi solta após decisão do TRE/RJ, substituindo a prisão pelo uso de tornozeleira eletrônica, do seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho, do ex-ministro dos Transportes e presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues; do genro de Rodrigues, Fabiano Rosas; e dos ex-secretários de Campos, Thiago Soares de Gogoy e Suledil Bernardino da Silva.
Todos são acusados de integrar uma organização criminosa que arrecadava recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar campanhas eleitorais. Os acusados negam os crimes.
A Polícia Federal informou que a JBS firmou contrato fraudulento com uma empresa sediada em Macaé para a prestação de serviços na área de informática. Todavia, ainda conforme a PF, os serviços não foram prestados e o contrato, de aproximadamente R$ 3 milhões, serviria apenas para o repasse irregular de valores para a utilização nas campanhas eleitorais.