
Agentes do Grupamento Ambiental resgataram um tamanduá-mirim no interior de uma empresa após o animal ter sido encontrado por funcionários durante a noite desta quinta-feira(09) às margens da BR-101, em Campos.
Segundo informações dos agentes, o animal pesa cinco quilos e é um macho adulto. O tamanduá foi encontrado com várias lesões no crânio. Ele foi resgatado e encaminhado para o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Animais Selvagens (Nepas) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), onde irá ficar em tratamento.
Tamanduá-mirim
O tamanduá-mirim (nome científico:Tamandua tetradactyla), também chamado tamanduá-colete, jaleco, melete ou mixila[3], é um mamífero xenartro da família Myrmecophagidae, sendo encontrado da Venezuela ao sul do Brasil. É uma das quatro espécies de tamanduás e junto com as preguiças está incluído na ordem Pilosa. São reconhecidas quatro subespécies. É um animal arborícola e pode ter até 105 cm de comprimento. É reconhecido principalmente por um padrão de pelagem que faz com que pareça que ele usa um colete preto, apesar de que essa coloração pode variar, com indivíduos totalmente pretos ou marrons. Possui longas garras nas patas anteriores, e caminha apoiando o peso sobre os pulsos dos membros anteriores, contrastando com o tamanduá-bandeira, que é nodopedálico.
Pode ser encontrado em muitos ambientes, desde florestas até savanas, mas é predominantemente florestal, sendo encontrado com frequência em bordas de florestas, preferindo forragear nesses ambientes. São animais solitários, de hábitos que podem ser tanto diurnos quanto noturnos. Se alimenta preferencialmente de formigas e cupins, preferindo as castas reprodutivas de formigas, e não soldados. Seus predadores incluem felinos de grande e médio porte, como a onça-pintada, a suçuarana e a jaguatirica. Os filhotes são carregados nas costas da mãe, até que se tornem independentes, mas ocasionamento podem ser deixados em "ninhos".