Gabinete de Crise mantém flexibilização e debate sobre retorno seguro de eventos

Entre os fatores que levaram Campos à Fase Verde estão a queda dos indiciadores: número de casos, de óbitos, internações de leitos de UTI e clínicos e fila de espera


  • 28/06/2021, 14h56, Foto: Divulgação.

Aconteceu na manhã desta segunda-feira (28) a 16ª reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19. Na ocasião foram apresentados os parâmetros técnicos e científicos que colocaram Campos na Fase Verde do Plano de Retomadas das Atividades Sociais e Econômicas, índice este alcançado na semana passada e que permitiu flexibilizar algumas atividades, e também a retomada das discussões para o retorno seguro dos eventos na cidade que será feita através da Comissão Interinstitucional. 

A reunião virtual foi conduzida pelo subsecretário de Saúde, Paulo Hirano, acompanhado do secretário de Saúde e presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Adelsir Barreto, do subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbell Kury, e o chefe de gabinete da Procuradoria Geral, Leonam Rodrigues. Um novo decreto será publicado ainda hoje mantendo as flexibilizações da semana passada e suas alterações que já passam a vigorar nesta terça-feira (29).  (Leia mais abaixo)

Entre os fatores que levaram Campos à Fase Verde estão a queda dos indiciadores: número de casos, de óbitos, internações de leitos de UTI e clínicos e fila de espera, além do fator predição de infecção, cujos dados analisados indicam que ainda haverá registros de casos na cidade, mas nenhuma grande explosão epidêmica.  “O mais importante não é a classificação de cor, mas o tempo que passamos nela e a velocidade com que a gente toma as decisões e faz as mudanças necessárias”, ressaltou Charbell, pontuando que a única cidade a usar o indicador de fila de espera é Campos, o que torna os dados mais sensíveis.

Para Charbell, a fila de espera funciona como um freio maior na mudança de fases, mostrando que não vale apena flexibilizar as atividades, enquanto houver gente esperando vaga de CTI e assim vem sendo realizada no município. “A fila real está zerada. O que temos é a fila do dia, com um ou dois pacientes, mas que são regulados no mesmo dia”, completou. 

O subsecretário Paulo Hirano destacou que, desde fevereiro, ontem foi o primeiro dia em que Campos não registrou nenhum óbito por Covid-19. “Isso é um grande avanço”, declarou, acrescentando que “hoje o levantamento aponta 62% de ocupação dos leitos UTI, tendo 37% dos leitos disponíveis e clínica médica tem 48,7% ocupados e 51,3% disponível, e nenhum paciente na fila de espera”.

“O sucesso de tudo isso está ligado ao protocolo que estamos estabelecendo e seguindo com rigor e o maior deles é a aceleração da vacinação como vem sendo realizada de forma célere e estamos buscando uma grande abrangência da população, cujos resultados tem colocado Campos numa fase mais tranquila da pandemia, mas isso só vai continuar se a população continuar comprometida. Não podemos nos descuidar, pois como já temos dito aqui, o vírus é uma arma e o descuido aperta o gatilho. Temos que estar vigilantes”, disse Adelsir Barretos. 

Festas clandestinas – Durante a reunião, Charbell falou sobre as festas clandestinas que tem ocorrido na cidade, com registro de 30 a 40 festas por final de semana, o que mantém o município ainda na fase verde. Para solucionar o problema será criada a Comissão Interinstitucional para o retorno seguro dos grandes eventos. A convocação para a primeira reunião, prevista para essa semana, será publicada no Diário Oficial do Município.  (Leia mais abaixo)

“A despeito de todos esses eventos clandestinos ainda estamos na fase verde e, por isso, vamos mudar a nossa abordagem enquanto município. Temos conversado com o ramo empresarial, já liberamos, na Fase Verde, o show com mais componentes e, se perceberem já estamos fazendo esse trabalho para que esses eventos ocorram de forma legal. E agora, vamos reorganizar o processo de fiscalização e, se possível, retomar os eventos dentro de um processo sanitário, com limitação, e etc”, ponderou Charbell. 

PRÓXIMOS PASSOS – As medidas de mitigação estão mantidas. O município vai acelerar ainda mais vacinação que já atingiu mais de 50% da população adulta, manter a testagem e atendimento descentralizado, e continua vigilância de variante que é feita em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



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