05/12/2015 às 07h30 - Foto: Campos 24 Horas
Suledil Bernardino_______________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
No decorrer deste ano, abordei neste mesmo espaço, a importância que o funcionalismo público tem no município de Campos para manter a engrenagem econômica do setor de comércio. Só a Prefeitura de Campos tem uma folha de pagamento de quase R$ 70 milhões, por mês. Se considerarmos os órgãos estaduais e federais, instalados em Campos, com certeza, este número passa de R$ 100 milhões. Desde de 1999, o funcionalismo do Estado não sabe, ou melhor, não sabia, o que é atraso de pagamento. Foi surpreendido esta semana, quando o Governo do Estado não cumpriu com o calendário de pagamento em vigor.
Cada servidor público recebeu R$ 2 mil e o restante ficou para ser pago na próxima semana, no dia 09 de dezembro. O transtorno que isso causará às famílias dos servidores afetará em cheio o comércio local. Com certeza, a maioria dos servidores não tiveram como honrar seus compromissos com pagamento de prestações.
Se a crise já não estava boa para o comércio de Campos, maior empregador da iniciativa privada, é um complicador a mais para o empresariado do setor. Sem levar em conta que não tem ainda a confirmação se haverá pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário dos servidores estaduais.
As universidades estaduais estão funcionando em condições, extremamente, precárias; o setor de Educação teve queda na qualidade de fornecimento de merenda escolar e, também, no transporte de alunos, principalmente, na área rural.
Como dissemos recentemente, a crise pode ser comparada com a figura da enchente, bem conhecida de todos nós. Enquanto o rio está subindo, mais pessoas são afetadas pelas águas. Não sabemos até onde vai essa crise, mas as consequências são imprevisíveis e não há como prever uma solução a curto ou médio prazo. É preciso ter paciência e perseverança para aguardar uma luz no fim do túnel.