Freixo cita caso Ceperj e diz: 'Se parar de roubar no Rio já melhora muito'

Durante sabatina promovida pelo Globo, Freixo destacou que esse modelo de contratação implantado por Claudio Castro na Ceperj levou ao saque de R$ 260 milhões, sem nenhum tipo de transparência


  • 31/08/2022, 16h36, Foto: Divulgação.

Candidato ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSB) disse que o estado fluminense precisa de um governador que "pare de roubar", e citou como exemplo o escândalo da Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio), revelado pelo UOL, em que funcionários da gestão Claudio Castro eram remunerados por meio de uma folha de pagamento secreta, com o dinheiro sacado direito na boca do caixa.

Durante sabatina promovida pelo Globo, Freixo destacou que esse modelo de contratação implantado por Claudio Castro na Ceperj levou ao saque de R$ 260 milhões, sem nenhum tipo de transparência. O pessebista ressaltou que esse valor poderia ser usado para melhorar a qualidade da educação do Rio de Janeiro. (Leia mais abaixo)

"Parando de roubar já melhora muito. Estamos diante dos fantasmas do Ceperj. Castro e seus aliados fizeram ser sacados mais de R$ 260 milhões na boca do caixa. Com esse valor implementaríamos uma nova política de educação", afirmou.

"Precisamos de uma nova governança. Estamos falando de dois anos de pandemia, em que nossas crianças não aprenderam nada. Com este valor recuperamos a aprendizagem que deixamos para trás. Não digo isto por moralismo, mas a transparência promove estabilidade e credibilidade, é o que o empreendedor precisa para investir no Rio", completou.

Entenda o escândalo da Ceperj Uma série de reportagens exclusivas do UOL, com base em documentos públicos, revelaram que o governo do Rio de Janeiro, atualmente gerido por Claudio Castro, criou pelo menos 20 mil cargos secretos no Ceperj, sem qualquer tipo de transparência.

No total, esses funcionários, que também inclui a suspeita de empregados fantasmas, ou seja, que recebiam sem trabalhar, sacaram R$ 226 milhões diretamente na boca do caixa no Banco Bradesco somente neste ano.

Após as reportagens do UOL, o MP-RJ entrou com uma ação que culminou com uma decisão da Justiça de interrupção de todos os pagamentos e novas contratações da Ceperj sem transparência. (Leia mais abaixo)

Levantamento feito com dados da Secretaria Estadual de Fazenda mostrou que Cláudio Castro aumentou em 25 vezes o orçamento da fundação desde que assumiu o cargo. Somente neste ano, o incremento chegou a R$ 300 milhões até junho.

Uma planilha elaborada pela Secretaria de Trabalho implica diretamente Castro no escândalo. O documento recebeu o nome de "governador" e tratava do orçamento para 9.000 cargos secretos. Procurada, a Secretaria de Trabalho afirmou que iria apurar se houve "um erro na confecção da planilha".

Após a revelação do UOL, o governo chegou a colocar o documento sob sigilo, mas voltou atrás.

Reportagem exclusiva também mostrou que polos do programa Casa do Trabalhador, o maior dentre os que têm folhas de pagamento secretas, estão sendo controlados por pré-candidatos do Podemos, partido presidido pelo secretário de Trabalho e Renda, Patrique Welber. A pasta afirmou que "as unidades do projeto são equipamentos públicos e não têm finalidade político-partidária".

A Ceperj usou um código genérico para esconder os beneficiados em R$ 284 milhões pagos aos cargos secretos. (Leia mais abaixo)

Uma planilha do Banco Bradesco enviada ao MP-RJ revelou que R$ 226,4 milhões em dinheiro vivo foram sacados somente este ano por funcionários da Ceperj. O volume sacado em espécie nas agências onde os funcionários recebem seus pagamentos representa 91% de tudo o que a fundação pagou a eles em 2022 (R$ 248,9 milhões).

Claudio Castro tem negado que haja corrupção em seu governo.

Fonte: Uol



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