Frederico diz que produtor de Campos se sente motivado a plantar cana

Presidente da Coagro projeta safra com aumento de 40%


  • 30/09/2020, 07h28, Foto: Divulgação.

Num momento em que a economia como um todo registra números negativos em quase todos os indicadores, a Coagro/Campos (Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro) espera para a safra deste ano um aumento de 40% na moagem da cana-de-açúcar.  As condições climáticas favoráveis no ano passado e o aumento da área plantada de cana contribuíram para o crescimento.Na contramão da crise do desemprego no país, a indústria gera hoje cerca de 3 mil empregos diretos, incluindo os postos de trabalho no campo.

— Vivemos momentos de dificuldades, mas conseguimos superar. Hoje, o produtor se sente motivado a plantar cana. Nossos colaboradores estão orgulhosos de poderem ajudar na produção de alimentos e do álcool, tão importantes nesses tempos de combate à pandemia do coronavírus. Temos a certeza que conseguiremos trazer de volta a esperança ao cooperado e ao trabalhador”, afirmou o presidente da Coagro, Frederico Paes. (Leia mais abaixo)

Como a safra será mais longa este ano, os trabalhadores terão mais de 60 dias de fonte de renda garantida. A Coagro espera moer nesta safra 900 mil toneladas de cana. Como a oferta de açúcar está maior no mercado internacional, a cooperativa vai investir na produção de 57 milhões de litros de etanol, de olho no mercado.

Segundo dados do IBGE do ano passado, o setor foi responsável por 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Considerado serviço essencial, a indústria sucroalcooleira permaneceu em operação no inicio da pandemia do novo coronavírus. Algumas medidas foram adotadas para garantir a saúde dos colaboradores, como reforço no transporte, com o aumento do número de ônibus, afastamento (licença médica) daqueles que apresentam comorbidade, idade acima de 60 anos, e higienização permanente nos locais de trabalho.

Com o agronegócio em expansão, no ano passado a Cooperativa anunciou a concretização do arrendamento de 6 mil hectares de terras do Grupo Othon, que controlava as antigas usinas Cupim e Barcelos, hoje desativadas. Também no ano passado, a Usina Paraíso foi arrendada pelo Grupo MPE em parceria com a Coagro. Com a previsão de fazer uma moagem teste já no ano que vem e a partir de 2022 a usina voltará a funcionar, gerando mais de 2 mil empregos diretos.

Investimentos – Para colaborar com fornecedores, a cooperativa investiu nos últimos quatro anos o equivalente a R$ 35 milhões na modernização do parque industrial e aquisição de equipamentos para a colheita da cana crua (sem queima) dos cooperados. Os recursos foram usados, por exemplo, na aquisição de um equipamento para receber cana crua cortada manualmente. O equipamento já foi utilizado com sucesso na safra 2019.

Com ele é possível fazer a limpeza da cana crua, sem a utilização de água, uma medida adotada também para evitar o desperdício de água. O equipamento é único no estado do Rio de Janeiro. E ainda, na última semana, dois novos equipamentos foram adquiridos e serão utilizados na colheita mecanizada já nesta safra. (Leia mais abaixo)

A Coagro também fez um convênio com uma universidade alemã para o desenvolvimento de colhedeiras para atender pequenos produtores com um protótipo já em funcionamento.

“A parceria visa o desenvolvimento de máquinas compactas que atuam em áreas menores, Queremos minimizar as dificuldades com pequenos produtores e, para isso adotamos esse ano a colheita de cana crua cortada à mão e assim estamos evitando a queima”, disse Paes, acrescentando. “Temos trabalhado nos últimos anos orientando nossos cooperados para cumprirem o que determina a lei 5990/11”.

Outro investimento feito pela Coagro foi a compra de nove colheitadeiras de cana crua, 15 tratores, 40 transbordos e 10 caminhões de grande porte que serão utilizados para a logística e transporte da cana crua nesta safra.



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