30/09/2015 às 17h07 - Foto: Divulgação

O vereador Fred Machado, que integra a oposição em Campos, neste seu primeiro mandato, deixou o Partido Solidariedade e ingressou na segunda-feira no PPS, partido presidido pelo ex-prefeito Sérgio Mendes. O Solidariedade, que até então era partido na oposição ao governo da Prefeita Rosinha Garotinho, decidiu entrar na Frente Popular formada por 12 partidos que vai dar apoio ao candidato escolhido para a sucessão do governo Rosinha no processo eleitoral de 2016. Contudo, a saída do vereador do Solidariedade constitui ato contraditório à sua declaração em 6 de julho.
Desde que o Solidariedade fechou com o ex-governador Garotinho, que agora está sob o comando do secretário de Desenvolvimento Econômico, Orlando Portugal, Fred já vinha conversando com lideranças de outras agremiações da oposição, que buscam formar nominata com chances de conquistar cadeiras na Câmara no próximo pleito, e acabou se decidindo pelo PPS, presidido pelo por Sérgio Mendes.
Contraditório - É interessante lembrar que Fred Machado foi eleito em Campos com apoio da irmã, Carla Machado, então prefeita de São João da Barra. Contudo, no dia 6 de julho, quando Carla firmou compromisso de apoio ao Solidariedade, num encontro político com o deputado federal Áureo Lídio Moreira Ribeiro, que confirmou o partido na base de alianças da pré-candidata na disputa pela sucessão do prefeito José Amaro Martins, o Neco, em São João da Barra.
Na ocasião Fred declarou que não continuaria no partido aliado ao governo de Rosinha em Campos, mas sairia do Solidariedade para um partido de oposição em Campos, e ao mesmo tempo na base de apoio à futura candidatura da irmã, Carla, em São João da Barra.
Sobre a desfiliação de Fred, Orlando Portugal optou pelo discurso diplomático: “Vivemos numa democracia e desfrutamos do estado de direito. Entendo que o vereador fez sua opção conforme sua consciência e conveniência política. Todo cidadão é livre, mas sujeito às normas que regem o convívio em sociedade, e da mesma sujeito às normas que regem as instituições”, analisa o presidente do Solidariedade, Orlando Portugal.