Fraude no INSS: PF prende presidente de associação que estava foragido

Presidente da Conafer foi indiciado pela Polícia Federal no mês passado. Ele estava foragido desde novembro, suspeito de integrar um esquema de desvios no INSS.


  • 13/08/2026, 10h33, Foto: Carlos Moura/Agencia Senado.

Campos 24 Horas – O pecuarista Carlos Roberto Ferreira Lopes se entregou à Polícia Federal em Brasília na noite de 12 de agosto de 2026, sendo o último foragido da Operação Sem Desconto. Ele era procurado desde novembro de 2025 por envolvimento em irregularidades contra o INSS, com a Conafer sendo apontada como central no desvio de recursos. Lopes ficou escondido por nove meses, enquanto a polícia investigava seu patrimônio, que inclui imóveis de alto padrão em São Paulo e no Distrito Federal

O pecuarista Carlos Roberto Ferreira Lopes se entregou à Polícia Federal (PF) em Brasília na noite desta quarta-feira, 12. O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer) era o último alvo foragido da Operação Sem Desconto. (Leia mais abaixo)

Os agentes cumpriram o mandado de prisão logo que o investigado se apresentou na Superintendência Regional da corporação no Distrito Federal. A PF vai encaminhar o empresário para o sistema penitenciário depois de concluir os trâmites burocráticos.

Esquema no INSS e tempo na clandestinidade - A Justiça Federal buscava Lopes desde novembro de 2025 por causa do envolvimento da Conafer nas irregularidades contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações apontam a entidade como peça central no desvio de recursos de aposentados e pensionistas.

O empresário mineiro permaneceu escondido durante nove meses enquanto a polícia avançava sobre os bens do grupo. A corporação identificou patrimônio em nome do pecuarista espalhado por diferentes regiões do país.

Lojas em aeroporto e imóveis de alto padrão - Lopes mantinha residências registradas em áreas nobres. O empresário é dono de um apartamento no bairro de Moema, na capital paulista, e possui quatro imóveis no Distrito Federal, divididos entre o Recanto das Emas e o Jardim Botânico.

O investigado abriu também o quiosque Jaguar no Aeroporto Internacional de Brasília em 2023. O estabelecimento funciona na entrada do terminal com capital social declarado de R$ 100 mil e comercializa peças de arte indígena. (Leia mais abaixo)



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