Campos 24 Horas – O pecuarista Carlos Roberto Ferreira Lopes se entregou à Polícia Federal em Brasília na noite de 12 de agosto de 2026, sendo o último foragido da Operação Sem Desconto. Ele era procurado desde novembro de 2025 por envolvimento em irregularidades contra o INSS, com a Conafer sendo apontada como central no desvio de recursos. Lopes ficou escondido por nove meses, enquanto a polícia investigava seu patrimônio, que inclui imóveis de alto padrão em São Paulo e no Distrito Federal
O pecuarista Carlos Roberto Ferreira Lopes se entregou à Polícia Federal (PF) em Brasília na noite desta quarta-feira, 12. O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer) era o último alvo foragido da Operação Sem Desconto. (Leia mais abaixo)
Os agentes cumpriram o mandado de prisão logo que o investigado se apresentou na Superintendência Regional da corporação no Distrito Federal. A PF vai encaminhar o empresário para o sistema penitenciário depois de concluir os trâmites burocráticos.
Esquema no INSS e tempo na clandestinidade - A Justiça Federal buscava Lopes desde novembro de 2025 por causa do envolvimento da Conafer nas irregularidades contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações apontam a entidade como peça central no desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
O empresário mineiro permaneceu escondido durante nove meses enquanto a polícia avançava sobre os bens do grupo. A corporação identificou patrimônio em nome do pecuarista espalhado por diferentes regiões do país.
Lojas em aeroporto e imóveis de alto padrão - Lopes mantinha residências registradas em áreas nobres. O empresário é dono de um apartamento no bairro de Moema, na capital paulista, e possui quatro imóveis no Distrito Federal, divididos entre o Recanto das Emas e o Jardim Botânico.
O investigado abriu também o quiosque Jaguar no Aeroporto Internacional de Brasília em 2023. O estabelecimento funciona na entrada do terminal com capital social declarado de R$ 100 mil e comercializa peças de arte indígena. (Leia mais abaixo)