(TEXTO RETIRADO DO SITE DA PREFEITURA) - O programa de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou nesta quinta-feira (11), no auditório da Prefeitura de Campos, o 8º Fórum Intersetorial de Saúde Mental abordando o tema “o cenário das políticas públicas de álcool e outras drogas na atualidade”. O evento acontece mensalmente desde o mês de maio do ano passado.
Compuseram a mesa de debate, a palestrante convidada do Centro de Atenção Psicossocial ad Miriam Makeba (CAPSad) do Rio de Janeiro, a musicoterapeuta Cristiana Brasil; a psicóloga da Secretaria municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece), Fernanda Brant; o assistente social coordenador do Centro de Referência da Criança e do Adolescente da FMIJ, Renato Gonçalves. (Leia mais abaixo)
O objetivo do Fórum é promover uma articulação entre as políticas públicas com as de Saúde, Educação e Assistência Social. Desta vez, dentro do tema proposto, os presentes discutiram a garantia do direito à cidade aos assistidos pelos CAPSs.
— Achei excelente este convite de vir trocar experiências com os profissionais de Campos. Encontros como estes promovem um fortalecimento profissional porque a luta antimanicomial é ainda muito árdua. Hoje, pudemos ampliar o olhar diante das situações vividas nos CAPSs. O usuário de droga, por exemplo, é estigmatizado e encontra muitas portas fechadas. Neste processo precisa ser considerada esta interação deste sujeito com a cidade — afirmou a palestrante convidada, Cristiana Brasil. De acordo com a coordenadora do Programa de Saúde Mental, Elisa Peralva, o CAPS entende que usuário e munícipe são uma pessoa só, portanto, o objetivo do órgão é que o cuidado em Saúde Mental seja ampliado, que não se restrinja somente às questões específicas. Mas, também se amplie a outras questões de saúde que, eventualmente, o usuário necessite.
— O usuário não é só o psicótico, o esquizofrênico, o que abusa do consumo de álcool e outras drogas. É um usuário que tem outras necessidades, como: clínicas, de moradia, transporte, trabalho, lazer etc. Precisamos, por exemplo, de uma rede de saúde mental que esteja mais vinculada aos dispositivos do território onde aquele usuário nasceu, cresceu, mora ou trabalha. Quais os recursos que dispomos naquela região? Isso envolve não somente a Rede de Proteção Social, CRAS, CREAS; mas também a escola, uma UBS, pensando nas alternativas de trabalho, lazer e cultura. Trabalhamos, também, no Fórum a elaboração de estratégias em conjunto de um cuidado mais eficiente e integral aos nossos assistidos — finalizou Elisa Peralva.