A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou, nessa quarta-feira (24), no auditório da Prefeitura de Campos, o XI Ciclo de Palestras do programa FMS Capacita. O encontro, em alusão ao Setembro Amarelo, abordou o tema “Como lidar com conflitos em ambientes de cuidado hospitalar” e reuniu cerca de 120 servidores de todas as unidades pertencentes à Fundação.
A programação contou com palestras da psiquiatra Mayara Barcelos e da psicóloga Ana Paula Bessa, ambas servidoras da FMS. Para acolher os participantes, a organização preparou uma ambientação especial: o espaço foi decorado com um espelho acompanhado de mensagens positivas, incentivando cada servidor a se reconhecer em seu reflexo. Além disso, os presentes receberam kits com bloco de anotações, caneta, pasta e um mimo com mensagens de afeto. (Leia mais abaixo)
Durante sua fala, a psicóloga Ana Paula destacou a importância de refletir sobre o papel do profissional de saúde diante dos desafios do ambiente hospitalar. “É um compromisso social quando você partilha a sua trajetória, principalmente para minimizar riscos de crises e conflitos dentro do hospital. É sobre isso que eu falei, comecei por mim, meu desejo e meu propósito no hospital onde o cuidado é o principal”, afirmou.
A psiquiatra Mayara Barcelos trouxe uma reflexão sobre o autocuidado como ferramenta essencial para a resiliência no trabalho. “Ano passado falamos sobre atividade física e alimentação. Hoje, quis trazer uma reflexão mais difícil: o autoconhecimento. É importante saber sobre nossos pontos fracos e desafios, especialmente no ambiente de trabalho, para estarmos fortalecidos diante das dificuldades da vida”, ressaltou.
Já a diretora de Recursos Humanos da FMS, Adriana Barreto, destacou a importância de promover a saúde mental entre os servidores. “Estamos em mais um evento do FMS Capacita, falando de como lidar com os conflitos no ambiente hospitalar, que fazem parte do nosso cotidiano. É uma forma de unir os desafios da rotina de quem atua na saúde a este mês de conscientização e prevenção ao suicídio. Queremos que isso gere frutos não apenas no trabalho, mas também nas relações pessoais e interpessoais”, concluiu.