“FMS Capacita” com atualização sobre doenças de notificação compulsória

Atualização para os profissionais da saúde reforça identificação precoce, protocolo clínico e importância da notificação nas unidades de saúde de Campos


  • 24/11/2025, 16h43, Foto: Divulgação.

O auditório do Instituto Federal Fluminense (IFF) Campus Guarus recebeu, na última semana, o XII Ciclo de Palestras do FMS Capacita, com foco na detecção de doenças e agravos de notificação compulsória e no uso da plataforma Sinan. O encontro reuniu enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, técnicos e auxiliares de enfermagem da Fundação Municipal de Saúde (FMS), além de outros profissionais da área da saúde.
 
A capacitação teve como objetivo reforçar a importância da identificação precoce de doenças que integram a lista nacional de notificação compulsória, atualmente composta por 65 enfermidades monitoradas pelo Ministério da Saúde. Durante a abertura, a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH), a enfermeira Patricia Freitas, destacou o papel essencial dos profissionais da linha de frente nesse processo.
 
“As doenças de notificação compulsória são a base das ações de vigilância epidemiológica no município. Quando o profissional identifica um possível caso na unidade, ele dispara essa suspeita e, a partir daí, todo um desdobramento é iniciado, podendo confirmar ou não o diagnóstico. É fundamental que todos estejam atentos, porque a notificação é responsabilidade de toda a equipe: enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e médicos”, explicou.
 
Nesta edição, a capacitação priorizou quatro doenças mais frequentes no município: meningite, leptospirose, febre maculosa e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A escolha, segundo a médica infectologista Gabriela Lobo, teve como foco tornar o conteúdo mais aplicável ao cotidiano das unidades.
 
“Optamos por aprofundar nas doenças mais notificadas em Campos. O nosso objetivo é que os profissionais da porta de entrada consigam reconhecer sinais clínicos, fazer suspeitas mais assertivas e, no caso dos médicos, oferecer um tratamento oportuno. Isso faz toda a diferença para que a evolução dos casos seja favorável. Não se trata apenas de notificar, mas de garantir uma assistência rápida e adequada”, afirmou Gabriela.
 
Ao longo do encontro, os palestrantes apresentaram protocolos, fluxos e exemplos práticos das situações que podem surgir nas Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS), reforçando a necessidade de um olhar atento e integrado. Os participantes também receberam brindes, como bloco de notas e caneta, distribuídos no início da capacitação.



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