
A Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ) será contemplada com frutos do “Viva a Ciência”. A partir desta quarta-feira, 1º de agosto, e ao longo de um ano, a universitária Luiza Barreto da Fonseca e a professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF) Juliana Nazareno desenvolverão juntas uma pesquisa que traçará um diagnóstico das unidades de Acolhimento Institucional geridos pela FMIJ a partir do olhar das crianças e adolescentes acolhidos.
O “Viva a Ciência” foi lançado no ano passado (
AQUI) e reafirma parceria da Prefeitura com a Academia com a seleção de 30 projetos (
AQUI), para serem contemplados com bolsas de iniciação científica. Recentemente, o prefeito Rafael Diniz fez aos selecionados a entrega do termo de outorga (
AQUI).
Lara e Juliana promoverão momentos de escuta dos acolhidos, permitindo que eles apontem, sob seu ponto de vista, como percebem o acolhimento, os aspectos positivos, o que pode melhorar, dentre vários outros questionamentos. O resultado desta pesquisa permitirá à Fundação aprimorar as ações desenvolvidas, já que o público que participará diretamente da pesquisa é o alvo de toda a política pública pensada e aplicada nos Acolhimentos Institucionais.
“Esta parceria com a UFF, através da professora Juliana, tem nos auxiliado a fazer uma reflexão crítica do trabalho diário desenvolvido e, assim, reavaliar os instrumentos que utilizamos e aplicar então novos instrumentos, mais adequados ao que a pesquisa apontar como ideal no que diz respeito à oferta de serviço. Este projeto vem como mais um suporte para promover a execução de políticas públicas adequadas ao que precisamos e devemos ofertar de melhor a este público”, avaliou a presidente da FMIJ, Suellen André de Souza.
Juliana, por sua vez, ressaltou que apesar de prevista nas orientações técnicas e até mesmo no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a escuta dos acolhidos não é uma prática comum no Brasil, mesmo sendo ponto fundamental do trabalho. “A partir daí, propusemos esta pesquisa. Sabemos da importância que é ouvi-los e entendemos que é necessário fazê-los parte ativa no processo”, disse Juliana.
Ela ainda destacou que a pesquisa será uma complementação das ações que vêm sendo realizadas pelo Grupo de Trabalho de Monitoramento e Avaliação de Dados Estatísticos do Centro de Referência da Criança e do Adolescente em parceria com a UFF e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS).
“Vínhamos produzindo dados quantitativos para traçar o perfil dos acolhidos, mas em momento nenhum paramos para ouvi-los”, complementou a professora, lembrando que Luiza, sua parceira de pesquisa, já é estagiária de uma unidade de Acolhimento Institucional, o que facilita a compreensão do trabalho e, consequentemente, garante maior detalhamento ao mesmo. “Existe a necessidade de haver esta troca. Precisamos saber como eles se veem dentro do acolhimento. Faremos um trabalho inverso de olhar sobre outro ângulo um serviço que já conhecemos”, finalizou a universitária.