FMC promove campanha no Dia Mundial sem Tabaco

Durante a apresentação, o médico apresentou uma série de dados relativos às causas de doenças em decorrência ao consumo de cigarros


  • 1°/06/2017 14h55 | Foto: Divulgação .
No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta quarta-feira, 31, a Faculdade de Medicina de Campos promoveu um ciclo de palestras e ações voltadas à redução do consumo do produto e os malefícios causados pelo hábito. A primeira aconteceu no Hospital Escola Álvaro Alvim, abordando o tabagismo no ambiente de trabalho e foi ministrada pelo médico do trabalho, dr Leonardo Bacelar. Durante a apresentação, o médico apresentou uma série de dados relativos às causas de doenças em decorrência ao consumo de cigarros. A Campanha da FMC tem como um dos objetivos de aumentar o número de ambientes livres da fumaça do cigarro na cidade. Por isso, além do Hospital Escola Álvaro Alvim e da Faculdade de Medicina de Campos, os acadêmicos da Liga de Pneumologia fizeram ações informativas no Centro de Saúde Escola de Custodópolis, Hospital Beneficência Portuguesa, Programa Saúde da Mulher, em cursos pré-vestibulares e em ruas da cidade. Encerrando o dia da campanha, o médico pneumologista e vice-diretor da FMC, dr Luiz Clovis Parente ministrou na Faculdade, a palestra “Epidemiologia do tabagismo e doenças tabaco-relacionadas”, abordando os males do fumo e o perigo que o tabagismo oferece à saúde dos fumantes ativos e passivos. O coordenador da campanha, dr Luiz Clovis Parente, ressaltou a importância da conscientização contra o uso de cigarros. "O cigarro mata cinco milhões de pessoas no mundo, e no Brasil mata quase cinco mil por ano. Esses dados levaram a FMC a desenvolvendo esta campanha. A Lei Antifumo que proíbe, entre outras coisas, fumar em ambientes fechados públicos e privados. A estimativa é que as novas regras influenciem os hábitos de 11% da população brasileira, composta por fumantes. Foi aprovada em 2011, mas regulamentada em 2014, a Lei 12.546 proíbe o ato de fumar cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilés e outros produtos em locais de uso coletivo, públicos ou privados, como halls e corredores de condomínios, restaurantes e clubes – mesmo que o ambiente esteja parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo. Em caso de desrespeito à norma, os estabelecimentos comerciais podem ser multados e até perder a licença de funcionamento. A fumaça respirada pelo fumante passivo é uma combinação de mais de 400 substâncias químicas, na forma de partículas e gases como o cianeto de hidrogênio, o dióxido de enxofre, o monóxido de carbono, a amônia e a nicotina. Dados da OMS mostram que o consumo do tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos e custa aos lares e aos governos mais de US $ 1,4 trilhão, em razão de despesas com saúde e da perda de produtividade. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer indica que, em 2011, foram gastos R$ 23 bilhões com o tratamento de algumas das mais de 50 doenças relacionadas ao tabaco. Fonte: Ascom 



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