A vitória do Flamengo no Fla-Flu, por 2 a 0, no Maracanã, encaminhou a conquista da Taça Guanabara e mostrou que será difícil tirar do clube o título estadual. A superioridade técnica do elenco rubro-negro é gritante. Vejamos então como ficará a configuração do G-4 para as fases finais. Porque a disputa não se restringe à briga entre Vasco e Botafogo, pela quarta vaga. Os tricolores jogam pelo segundo lugar e a vantagem do empate nas semifinais. Se perderem para os alvinegros na última rodada dessa fase classificatória, poderemos ter um novo Fla-Flu numa das semis. Basta que Vasco e Nova Iguaçu vençam seus jogos. Estaria interrompida, assim, a série de confrontos em finais que se repete há quatro edições.
FLAMENGO 2 x 0 FLUMINENSE. O segundo gol do Flamengo, marcado por Everton Cebolinha numa troca de passes curtos que envolveu Nico de la Cruz, Arrascaeta e Pedro, deu mostras do que pode ser o time de Tite em seus melhores momentos. Não é ainda um coletivo encantador, mas os lampejos nos permitem acreditar que este ano não será, realmente, como o que passou. A marcação com seis jogadores no campo de ataque gera dificuldades ao adversário e qualquer perda de posse pode ser fatal. O Fluminense escalado por Fernando Diniz fez até um bom primeiro tempo. Mas sucumbiu na medida em que foi preciso oxigenar um grupo que se encontra no meio do playoff que decide a Recopa. O estresse emocional desafia os tricolores. (Leia mais abaixo)
AUDAX 0 x 2 BOTAFOGO. Não foi ainda um Botafogo confiável, avassalador e envolvente. Mas, aparentemente, a vitória devolveu a tranquilidade para o jogo de volta contra o Aurora pela Libertadores. E isso era o que se buscava. Fábio Matias, o interino, poupou peças importantes e manteve o time na disputa por uma vaga na fase final do Estadual. Pena que nem enfrentando o pior time do Estadual, Tiquinho Soares balançou as redes. Quem sabe a vitória na quarta-feira (28) não injeta confiança para o duelo com o Fluminense. Será preciso vencê-lo e torcer por tropeço do Vasco.
VASCO 2 x 1 VOLTA REDONDA. Atuação abaixo do esperado em Cariacica, após os 4 a 2 sobre o Botafogo. A marcação não encaixou, o Volta Redonda teve espaços às costas dos laterais e a vitória vascaína veio pela individualidade da dupla Payet e Vegetti. Carente de peças ofensivas, o Vasco é um time que depende do funcionamento do sistema. E se os setores não se associam harmonicamente, as limitações do ataque saltam aos olhos. Ramón Díaz tem conseguido se virar. Mas até quando?
Fonte: Extra