
Flamengo e Botafogo protagonizaram um clássico de muita disposição e algumas chances perdidas - principalmente no segundo tempo - que terminou sem gols no Estádio Raulino de Oliveira, na manhã/tarde deste domingo (4). Resultado melhor para os alvinegros, que permanecem na parte de cima do Campeonato Brasileiro, com sete pontos na sexta colocação. O Rubro-Negro, por sua vez, ocupa a 10ª colocação, com seis (são três empates em quatro jogos).
No meio de semana os rivais cariocas dão sequência à campanha na competição nacional. Ambos entram em campo na quarta-feira (7). Mais cedo, às 21h, o Botafogo visita o Santos (SP), no Pacaembu. Também fora de casa, o Flamengo mede forças com o Sport (PE), na Ilha do Retiro, com início a partir de 21h45.
Etapa inicial: futebol pobre, lesões e duelo nas arquibancadas
O início de bola rolando indicava um clássico movimentado. Logo aos nove minutos, Arnaldo arrancou em velocidade e serviu Roger, que finalizou forte, obrigando Muralha a fazer boa defesa. E foi só. Nenhuma outra grande chance surgiu. As equipes alternavam os domínios, mas os erros em sequência atrapalhavam o desenvolvimento ofensivo.
Se nas quatro linhas o confronto era fraco tecnicamente, nas arquibancadas o duelo era incessante. A torcida rubro-negra pegava no pé de Roger, que disse achar o atacante Guerrero supervalorizado. Já os alvinegros atacavam Willian Arão. Os gritos de "eliminado" - fazendo referência ao insucesso recente do Fla na Libertadores - também eram ouvidos. Do outro lado, menções aos rebaixamentos do Bota com cantos de "segunda divisão".
A etapa inicial, de futebol pobre, também ficou marcada pelas lesões no lado alvinegro. Em duas divididas com Willian Arão, o lateral Victor Luis e o volante Airton deixaram o campo ainda na primeira etapa. O segundo foi diretamente para a ambulância, com a suspeita de lesão mais grave no pé direito. Gilson e Dudu Cearense foram as opções escolhidas por Jair Ventura.
Jogo esquenta, Fla pressiona, mas gol que é bom...
Na volta do intervalo o clássico ficou mais aberto. Guerrero recebeu lançamento longo de Trauco aos nove minutos, deixou Igor Rabello para trás, mas finalizou em cima de Gatito. A bola ainda rebateu no peruano e saiu em linha de fundos. A resposta veio com Roger, aos 18, em lance ainda mais incrível, em que o camisa 9 alvinegro chutou para fora após passe açucarado de Arnaldo.
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Se Guerrero não resolvia, outro peruano, Trauco, seguia inspirado. Em passe por dentro, deixou Éverton em boas condições de marcar. Cara a cara com Gatito, o rubro-negro mandou para fora, rente à trave. O panorama ficava bem definido: Fla no ataque e Botafogo buscando os contra golpes para definir.
Com mais volume na etapa final, o Fla cresceu ainda mais com as entradas de Diego e Vinicius Júnior. O garoto, por sinal, mandou bola no travessão aos 38 minutos, em chute fora do alcance de Gatito Fernández, que ficou só na torcida. Nos minutos finais, muita pressão dos rubro-negros, mas pouca precisão. Sem pernas para responder, o Glorioso gastou tempo quando teve a bola, segurando o 0 a 0 no marcador.