'Fiz uma lista com 5 hábitos que queria ter e emagreci 27 kg ao adotá-los'

Após tirar uma foto com os amigos no cinema e não se reconhecer na imagem, a empresária de Salvador decidiu mudar a rotina e emagrecer


  • 24/12/2021, 09h48, Foto: Divulgação.

Com uma alimentação desregrada desde a infância, Nilma Mendes, 30 anos, sofreu durante muito tempo com o efeito sanfona e chegou a pesar quase 100 kg. Após tirar uma foto com os amigos no cinema e não se reconhecer na imagem, a empresária de Salvador decidiu mudar a rotina e emagrecer. A seguir, ela conta como chegou a 71 kg:

"Meu pai era padeiro e sempre trazia pães, bolos e doces para casa. Comer esses alimentos diariamente, em excesso, virou um hábito ruim e refletiu diretamente no meu peso. Engordei ainda pequena e, ao longo da vida, cultivei uma alimentação ruim e pobre em nutrientes. (Leia mais abaixo)

'Perdi 31 kg com treino, dieta e jejum; venci depressão e me sinto viva!'

Minha dieta piorou quando comecei a trabalhar em um call center, aos 19 anos. Como só tinha 20 minutos de pausa para o almoço, precisava comer muito rapidamente e acabava consumindo lanches, sempre acompanhados de refrigerante. Para piorar, esse hábito também se estendia para minha casa. À noite, eu comia cachorro-quente, pizza e outras fast-food.

Apesar do sobrepeso, não tinha problemas de autoestima e minha relação com meu corpo era boa. Muito disso foi graças aos meus pais. Na infância, sofri muito bullying na escola. Chegava em casa triste e chorando, então meus pais sempre me elogiavam muito e me lembravam que eu era linda da forma que era. Isso fez com que eu me aceitasse e gostasse do meu corpo.

Porém, o excesso de peso começou a afetar minha saúde física e mental aos 23 anos, quando engravidei e ganhei 20 kg —fui dos 75 kg aos 95 kg.

De 2014 a 2019, sofri bastante com o efeito sanfona e meu peso ficou oscilando entre 85 kg e quase 100 kg. Desenvolvi compulsão alimentar e me sentia culpada toda vez que comia algo exageradamente. A situação me gerou uma ansiedade que, muitas vezes, me dominava, era frustrante. (Leia mais abaixo)

O meu problema sempre foi a falta de constância, começava a reeducação alimentar e logo parava. Fazia o plano anual na academia e ia treinar só duas vezes no mês, sempre com a desculpa de que estava cansada, com dores ou de que ia começar a treinar sério na semana seguinte.

Também gastei dinheiro e coloquei minha saúde em risco fazendo dietas malucas e tomando remédios para emagrecer por conta própria. O resultado era sempre o mesmo: perdia peso e depois ganhava tudo novamente. Sem contar os efeitos colaterais: não tinha força nem disposição, sentia tontura e muita dor de cabeça.

Aos 26 anos, não conseguia mais usar salto alto, subia e descia escadas de lado, me apoiando, porque sentia dores no joelho devido ao sobrepeso. Fui ao ortopedista e ele disse que eu precisava emagrecer urgentemente, pois a situação poderia piorar. Tomei um choque, mas isso não foi o suficiente para me fazer mudar.

Essa força veio quase dois anos depois, quando estava com 98 kg e obesidade grau 2. Tirei uma foto com meus amigos no cinema e não me reconheci. A pessoa na imagem aparentava ser alguém muito mais velha. Pela primeira vez, não me senti bem com meu corpo. Fiquei com tanta vergonha que não deixei meus amigos publicarem a foto nas redes sociais.

No dia seguinte, 10 de julho de 2019, decidi iniciar meu processo de emagrecimento, que começou com a leitura do livro 'O Poder da Ação', de Paulo Vieira. Tinha comprado esse livro há algum tempo para melhorar meus resultados no trabalho, mas na época acabei não lendo. (Leia mais abaixo)

O livro traz vários questionamentos que me levaram a um autoconhecimento e a responder perguntas como: onde eu estou e aonde eu quero chegar? Com a mudança de mentalidade, firmei um compromisso comigo mesma e iniciei um projeto pessoal que chamei de 'Construindo a minha melhor versão'.

A partir daí, fiz uma lista de hábitos novos que eu iria criar e estabeleci pequenas metas:

Acordar mais cedo, às 5h, para ter tempo de fazer atividade física. Antes, eu me levantava às 7h, me arrumava e já ia direto para o trabalho; Treinar ao menos três vezes por semana: como a minha maior dificuldade era ter motivação para ir à academia, estabeleci essa meta simples e fazia ao menos 30 minutos de caminhada na esteira, antes do trabalho; Comer de forma saudável: cortei os produtos industrializados, substituí o açúcar pelo adoçante, diminuí o consumo de carboidratos e aumentei a ingestão proteínas e de legumes, verduras e frutas; Ler mais livros: apesar de não ter uma relação direta com a perda de peso, é um hábito saudável, que traz bem-estar e me ajudou a controlar a ansiedade e a tirar o foco da comida; Estudar e me aprofundar no autoconhecimento, algo que acaba refletindo em tudo na nossa vida.

Com o tempo, as coisas foram fluindo. Na academia, por exemplo, continuei com o exercício aeróbico e passei a fazer musculação três vezes por semana, além de treinamento funcional duas vezes.

Minha uma hora de treino passou a ser mais focada em qualidade do que em quantidade. Antigamente, como eu queria resultados rápidos, fazia tudo no desespero, ficava horas na esteira e depois realizava exercícios em todos os aparelhos da academia. Isso me deixava cansada, sobrecarregada e dolorida. Aí, não tinha ânimo nem vontade de voltar no dia seguinte. (Leia mais abaixo)

Procurei um nutricionista e expliquei que não conseguia seguir uma dieta muito restritiva. Ele me passou uma reeducação alimentar, baseada em comida de verdade, com refeições diversificadas e nada muito caro. Meu café da manhã tinha ovos e frutas com aveia. No almoço, comia arroz integral, feijão, verduras, legumes e carne, frango ou peixe. No lanche tomava uma vitamina e no jantar comia uma proteína (ovo, carne, frango) com verduras e legumes.

Fonte: Viva Bem



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