Fim da greve dos caminheiros divide opiniões entre os líderes do movimento

Neste domingo (27), Temer reduziu R$ 0,46 no litro do díesel


  • 28/05/2018, 17h59, Foto: Divulgação.
De um lado, algumas entidades ligadas aos caminhoneiros aceitam o que o governo Temer ofereceu à categoria e, por outro lado, outras não tratam a paralisação como encerrada, afirmando que a pauta de reivindicações não foi totalmente cumprida. O presidente Temer anunciou neste domingo (27) redução de R$ 0,46 no litro do diesel para um período de 60 dias. Além disso, uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) disse que “ainda não houve tempo hábil para que todos os caminhoneiros tomassem conhecimento da decisão tomada. A entidade vem trabalhando para que a informação do acordo chegue em toda a categoria”. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) informou via assessoria de imprensa que "considera que os caminhoneiros foram muito bem atendidos. O bloqueio de caminhões de propriedade das transportadoras é ilegal e pede força policial para que os veículos das empresas voltem a circular normalmente", completou o comunicado. A confederação Nacional dos Transportadores Autônomos não trata a paralisação como encerrada. Segundo a assessoria, as medidas são levadas à base dos caminhoneiros. O Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros autônomos diz que os autônomos não participaram ativamente das negociações com o governo. Entre as reivindicações deles estão, além da redução do diesel a valores de janeiro, o aumento da pontuação de carteira, de 50 para 100 pontos, a redução do preço do botijão de gás para R$ 60, o cancelamento de multas da ANTT, entre outros.  



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