Filha é presa por golpe de R$ 725 milhões contra a mãe em esquema de roubo de obras de arte e joias

Segundo as investigações, as 21 joias e três relógios Rolex dados à quadrilha estão avaliados em R$ 6 milhões


  • 10/08/2022, 09h28, Foto: Reprodução.

A Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Sol Poente, contra suspeitos de roubar obras de arte — entre eles, quadros de Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral — joias e relógios Rolex, além de pagamentos em dinheiro feitos pela vítima aos integrantes da quadrilha. A obra de Tarsila do Amaral, que dá nome à operação, foi recuperada pela polícia nesta manhã. A filha da vítima foi presa por participação no crime.

O prejuízo estimado é de R$ 725 milhões, de acordo com a polícia. Segundo as investigações, as 21 joias e três relógios Rolex dados à quadrilha estão avaliados em R$ 6 milhões. Ao todo, são seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão, cumpridos em endereços na Zona Sul e nos bairros da Abolição e do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio. (Leia mais abaixo)

Pouco antes das 6h30, quando a polícia chegou na casa da suspeita, ela tentou fugir pulando pela janela. O filho dela tentou cortar uma tela de proteção e a mulher chegou a se pendurar no vão. Em seguida, os investigadores entraram no apartamento e encontraram 11 obras de arte, avaliadas em R$ 250 milhões.Além da filha, três outros suspeitos foram presos, num apartamento em Ipanema,mas dois estão foragidos.

A idosa de 82 anos, vítima dos crimes, é viúva de um marchand (negociador de obras de arte). Parte das obras de arte roubadas, segundo a polícia, deixou o país e foram parar em Buenos Aires, na Argentina. Os suspeitos cometeram os crimes de estelionato, roubo, extorsão, cárcere privado e associação criminosa. Com a investigação, já foi possível uma recuperação de 40% do total do prejuízo informado. Nesta manhã, peritos estiveram na residência da idosa para verificarem se os quadros encontrados são falsos ou verdadeiros. Onze obras, alvos da operação, foram encontradas no local.

A idosa, de 82 anos, foi ludibriada pelo grupo, que ofereceu tratamento espiritual para uma de suas filhas em troca de dinheiro. Ao desconfiar que estivesse sendo vítima de um golpe, a vítima não quis mais realizar os pagamentos e passou então a ser mantida em cárcere privado, em seu apartamento, na Zona Sul do Rio, pela filha, entre fevereiro de 2020 e abril de 2021.

Durante o cárcere, a idosa chegou a ser agredida, privada de alimentação e teve uma faca colocada em seu pescoço para que fizesse a transferência de valores. Ela descobriu que todo o golpe havia sido articulado pela filha, que também passou a vender obras de arte para uma galeria em São Paulo. Entre as obras levadas pela filha estavam 'O Sono', de Tarsila do Amaral; 'O menino', de Alberto Guignard; 'Mascaradas', de Di Cavalcanti; 'Maquete para o meu espelho'; de Antônio Dias; e 'Elevador Social'; de Rubens Gerchman. Duas obras foram vendidas para o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, na Argentina, e ainda não foram recuperadas.

Entre os alvos da operação estão Diana Rosa Aparecida Stanesco Vuletic, Jacqueline Stanescos, Rosa Stanesco Nicolau, Ronaldo Ianov, Slavko Vuletic e Gabriel Nicolau Traslaviña Hafliger. (Leia mais abaixo)

Fonte: Extra



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