
A idosa Maria Mata Pereira, de 103 anos, que foi internada nesta terça-feira (10), no Hospital Geral de Guarus (HGG), vítima de infecção urinária e baixa de sódio, passou por mais momentos na unidade de saúde, não só pelos seus problemas, mas, principalmente, pelo atendimento no hospital, segundo sua filha e acompanhante, Margareth Gomes Esteves. A filha explica que preferiu pedir autorização para que a mãe fosse para casa, ser cuidada por médico da família, do que ficar “naquelas condições”.
Em casa, a idosa já apresenta sinais de melhoras. A filha conta que tudo começou logo que sua mãe chegou ao hospital e recebeu soro. Este, segundo ela, não pingava como devia e toda hora parava, sendo preciso chamar a enfermagem que, por sua vez, resolvia naquele momento e, depois, parava de novo. E foi assim a noite toda, até de manhã.
No outro dia, outro problema. Foram dados à idosa comprimidos grandes que ela não conseguia mastigar e, por isso, expelia gosmas. A filha alega que não foi feito nada para contar e nem, sequer, uma broncoaspiração, que, segundo ela, seria o procedimento neste caso. Como o café da manhã era frio e o pão duro a ponto da paciente não conseguir comer, a paciente teria ficado com fome, além de também sem medicação.
- Eu não sei porque minha mãe não teve medicação. Nem mesmo o remédio dela de pressão foi dado. E não é só isso não. No banheiro não tem pia para lavar as mãos. Como a gente fica de acompanhante desse jeito, podendo levar infecção para o paciente? – questiona Margareth.
Fora isso, ela aponta que neste dia chovia na cidade e, também, dentro do hospital, com goteiras em vários locais. “Eles espalharam papelões no chão para tapar a água da chuva que caia dentro do hospital. Como um local que cuida de vidas pode ser dessa maneira?”, finaliza a filha e acompanhante.
NOTA DA PREFEITURA
A superintendência do Hospital Geral de Guarus (HGG) informa que o quadro da idosa foi estabilizado, a partir do atendimento que recebeu e que a unidade não está desabastecida de medicamento. A expectativa é de que problemas estruturais, como o do telhado, sejam resolvidos com a verba repassada pelo governo federal, a partir de emenda parlamentar, que vai garantir a manutenção. Durante a chuva desta semana, ocorreu um vazamento próximo à entrada da direção, que não comprometeu o atendimento aos pacientes.
O superintendente, Guilherme Rangel, informa ainda que a paciente chegou a ser regulada em um hospital contratualizados mas não chegou a ser transferida. Como o quadro já havia se estabilizado, a filha da paciente pediu que a mãe recebesse alta, alegando que continuaria os cuidados em casa.