Proibida part. de fundos em contratos de jogador

O dirigente afirmou que um grupo de trabalho será criado para implementar o veto, que vai entrar em vigor após um "período de transição"


sexta-feira, 26 de setembro de 2014  -  Foto: Divulgação fifaA Fifa decidiu nesta sexta-feira (26) proibir que pessoas ou empresas que não sejam clubes de futebol tenham participação nos direitos sobre jogadores, disse o presidente Joseph Blatter. O dirigente afirmou que um grupo de trabalho será criado para implementar o veto, que vai entrar em vigor após um "período de transição". "Tomamos uma decisão firme que a participação de terceiros deve ser banida. Mas não pode ser banida imediatamente, haverá um período de transição", disse Blatter em entrevista após reunião do comitê executivo da Fifa. O anúncio de Blatter foi feito após pressão da Uefa, que disse que tomaria tal decisão unilateralmente na Europa se a Fifa não agisse sobre o tema. "Estou muito feliz pelo futebol e pelos jogadores que a Fifa tenha seguido a iniciativa e recomendações da Uefa para proibir a prática de propriedade dos passes por terceiros. Há anos que venho alertando que esta prática, que se tem generalizado cada vez mais, é um perigo para o nosso esporte", disse o francês Michel Platini, presidente da Uefa. A participação de terceiros sobre jogadores acontece quando os direitos de atletas são parcialmente ou totalmente de propriedade de empresários, em vez de apenas do próprio clube do atleta. A prática é muito comum no Brasil e na Argentina, mas também ocorre em alguns países europeus, especialmente em Portugal, onde o empresário Jorge Mendes costuma lucrar sobre jogadores. Em território brasileiro, a decisão deve custar caro, já que a maioria das equipes depende de fundos para acertar com reforços.



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