Natal para a comunidade quilombola de Carobinho


Sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 (Foto: PMCG) Distribuição de brinquedos e sacolões às 15 famílias do local com direito a salgadinhos e refrigerantes

CarobinhoJá é Natal na comunidade quilombola de Carobinho, localizada a quase 70 quilômetros do Centro de Campos, na região do Imbé. Nesta sexta-feira (14), a Fundação Municipal Zumbi dos Palmares e a Secretaria Municipal da Família e Assistência Social festejaram a data distribuindo brinquedos e sacolões às 15 famílias do local. A celebração teve direito a Papai Noel, salgadinhos e refrigerante. Uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou um trabalho de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, orientando os moradores da comunidade.

Seu Almir da Silva Fonseca tem 50 anos e atua como um líder da comunidade, onde reside cerca de 80 pessoas, todas da mesma família e descendentes de escravos. Ele conta que seu avô, Antônio Alonso, morreu com 135 anos e a avó, dona Jorgiana, aos 134. “Acho que a vida pacata que levamos por aqui acaba favorecendo”, disse. Entre a garotada, alguns nunca haviam tido contato com o bom velhinho. A primeira vez foi inesquecível, por exemplo, para a pequena Lídia Fonseca da Silva, de apenas três anos, que parecia meio assustada. "Só tinha visto na televisão. Ele é muito bonito e divertido", observou a menina. (Leia mais abaixo)

A festa natalina também empolgou dona Alzira Silva Fonseca. Aos 66 anos, ela é a mais idosa na comunidade. “Todos nós gostamos de receber visitas assim, principalmente às crianças. Estamos muito felizes”, disse ela que mesmo com as dificuldades do lugar não troca por nenhum outro. “Gosto daqui. Já fui a Campos, mas não troco aqui por lá. Nasci e cresci aqui mesmo”, diz ela, que conta não ser muito chegada a ver a única televisão do lugar.

Com característica quilombola, a comunidade Carobinho foi descoberta há três anos após um levantamento realizado pela Fundação Zumbi dos Palmares. O nome Carobinho vem de uma planta medicinal, atualmente, pouco encontrada na região do Imbé. O objetivo era reunir informações e documentos que permitissem que o órgão, junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), solicitasse o reconhecimento da comunidade como remanescente de quilombo. Além de ir ao local, a equipe da Fundação Zumbi ouviu moradores.



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