A situação de precariedade em que se encontra o Hospital Ferreira Machado era uma bomba-relógio a ser desarmada. E levou a diretora clínica Nathália Dias Araujo Pessanha e o superintendente Arthur Borges Martins de Souza a enviarem um ofício relatando uma série de graves irregularidades como a falta de medicamentos, insumos e de EPIs (equipamentos de proteção individual) e pacientes "internados" nos corredores do pronto-socorro em pleno período de pandemia. A situação foi relatada ao presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Alessandro Alves, a secretária municipal de Saúde, Cínthia Ferrini, ao Cremerj (Conselho Regional de Medicina) e à direção da farmácia central da FMS.
Entre os medicamentos e falta estão anestésicos inalatórios e venosos, o que impossibilita a realização de procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência. Além destes, há falta também de medicamentos e equipamentos no uso de atendimento a pacientes com a Covid 19 como máscaras N95, aventais, capotes, luvas, bloqueadores neorumusculares, entre outros, segundo o protocolo exigido. (Leia mais abaixo)
No ofício, os médicos afirmam que “já fizemos a solicitação dos mesmos e notificamos os setores responsáveis sobre a falta, mas não obtivemos resolução para a situação apresentada”. (leia mais abaixo
Na ofício, ambos assinalam que “o Ferreira Machado realiza mais de 2 mil cirurgias por ano, sendo referência na região, e que a falta destes medicamentos inviabiliza nosso funcionamento”.
“A impossibilidade de realizarmos as cirurgias tem acarretado a superlotação do hospital, nas clínicas e no pronto-socorro, principalmente no serviço de ortopedia, que além da dificuldade de encaminharmos os pacientes para os hospitais conveniados, devido a falta de insumos não estamos conseguindo realizar as cirurgias nos pacientes”, continua a carta.
“Esta superlotação com pacientes “internados” nos corredores do pronto-socorro torna-se ainda mais preocupante neste momento de pandemia da Covd 19 que estamos enfrentando”, finalizam a diretora e o superintendente.
A Prefeitura ainda não se pronunciou sobre a grave situação da unidade hospitalar (Leia mais abaixo)